Itália Redefine Consumo de Massa com Foco em Porções Reduzidas e Nutrição

Editado por: Olga Samsonova

O consumo de massa em Itália está a atravessar uma reorientação significativa, refletindo uma mudança nas prioridades de saúde da nação. As porções de massa seca estão a ser ajustadas para um intervalo entre 30 a 40 gramas por refeição, um volume substancialmente menor em comparação com as quantidades servidas noutros países. Esta moderação sinaliza uma abordagem mais consciente à ingestão de carboidratos, distanciando-se dos hábitos de consumo mais volumosos observados internacionalmente.

Tradicionalmente, a massa evoluiu o seu papel na dieta italiana, passando de prato principal para ser classificada como um primeiro prato, o primo piatto, raramente sendo seguida pela tradicional segunda refeição. Esta alteração de função sublinha a importância da moderação e da composição integral do prato, em consonância com os princípios da Dieta Mediterrânea. A valorização da qualidade sobre a quantidade é um pilar desta nova fase, com ênfase em ingredientes como trigo não geneticamente modificado, alinhando-se com a procura por alimentos menos processados.

Uma técnica culinária essencial promovida é a confeção da massa al dente, cozida até ficar firme ao dente. Este método é crucial para a gestão metabólica, pois ajuda a reduzir o índice glicémico da refeição ao preservar a integridade do amido, o que retarda a digestão e promove uma saciedade mais prolongada. A diferença no índice glicémico é notável: o esparguete cozido por cinco minutos (al dente) pode apresentar um índice de 34, enquanto o mesmo cozido por 16,5 minutos pode atingir 65, evitando picos glicémicos.

Paralelamente à redução das porções e à alteração do método de cozedura, observa-se um aumento na procura por massas enriquecidas nutricionalmente. Esta tendência manifesta-se na adoção de massas feitas com farinha integral, leguminosas ou misturas de grãos, visando um fornecimento de energia mais sustentado e um melhor controlo do apetite. As leguminosas, ricas em fibras, proteínas e minerais, contribuem para a prevenção de doenças cardiovasculares e para o controlo do peso. Esta diversificação de ingredientes acompanha tendências globais, onde variações como massa integral representam 30% das escolhas.

O contexto cultural italiano reforça estas mudanças através da promoção de hábitos de vida saudáveis, como a prática da passeggiata noturna após o jantar, incentivada como atividade física de impacto metabólico positivo. A abordagem italiana, que equilibra carboidratos com vegetais frescos, azeite de oliva e ervas, demonstra a viabilidade de manter a massa na dieta sem comprometer a saúde. A porção recomendada de massa crua, segundo a Barilla, é de 60 gramas, o que corresponde a aproximadamente uma chávena de massa cozida, contendo cerca de 40 gramas de carboidratos, cimentando a reputação da culinária italiana como modelo de longevidade.

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Fontes

  • НМД

  • Web Search Result 2

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