Inovação no Preparo de Ovos Equilibra Nutrição e Textura em Cozinha Moderna
Editado por: Olga Samsonova
O ovo mantém-se como um pilar nutricional fundamental na dieta contemporânea, oferecendo uma fonte proteica completa de alto valor biológico, além de micronutrientes vitais como a colina, luteína e zeaxantina. A colina, um nutriente essencial do complexo B, desempenha um papel crucial no funcionamento celular, sendo precursora da acetilcolina, um neurotransmissor importante para a memória, e auxiliando na formação da bainha de mielina, vital para a transmissão de impulsos nervosos.
A Associação Brasileira de Nutrologia (ABRAN) destaca que a gema concentra a maior parte dos lipídios e vitaminas lipossolúveis, como A, D e E, juntamente com colina e minerais como ferro e fósforo. Em contraste, a clara fornece predominantemente água e proteínas, notadamente a albumina. As diretrizes dietéticas atuais endossam o consumo de ovos, pois pesquisas indicam que o colesterol dietético tem um impacto mínimo nos níveis sanguíneos para a maioria dos indivíduos saudáveis.
Esta reavaliação nutricional ocorre em um momento em que as metas de colesterol se tornam mais rigorosas. As diretrizes da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC) estabelecem a redução do colesterol LDL para menos de 115 mg/dL para pessoas de baixo risco cardiovascular, um valor inferior aos 130 mg/dL definidos em 2017. Este controle proativo visa mitigar o risco de aterosclerose, o enrijecimento dos vasos sanguíneos que pode culminar em infartos e acidentes vasculares cerebrais.
Paralelamente à mudança dietética, o campo da gastronomia tem visto inovações nos métodos de preparo dos ovos, visando otimizar a experiência sensorial e a retenção de compostos benéficos. Um exemplo é a técnica de "cozimento periódico", desenvolvida por pesquisadores italianos, como Ernesto Di Maio da Universidade de Nápoles Federico II, e detalhada na revista Communications Engineering.
Este método científico emprega modelagem matemática para alternar o ovo entre temperaturas de água quente e morna a cada dois minutos. O objetivo é atingir simultaneamente a temperatura ideal de 85°C para a clara, garantindo firmeza, e 65°C para a gema, mantendo-a cremosa. Em comparação com métodos convencionais, como a fervura a 100°C, que frequentemente resulta em gema excessivamente firme, ou o sous vide, que pode não solidificar a clara adequadamente, o cozimento periódico promete uma textura mais equilibrada e demonstrou maior retenção de nutrientes.
A busca por agilidade também impulsionou o desenvolvimento de utensílios como cozinhadores para micro-ondas, que permitem, por exemplo, um ovo com gema mole em cerca de dois minutos, priorizando a conveniência. A escolha do método de cozimento, seja o inovador periódico ou o rápido micro-ondas, impacta diretamente a matriz nutricional e a textura final do alimento, refletindo a intersecção entre ciência alimentar e as demandas da conveniência moderna.
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Fontes
The TOC
MDPI
Hendrix Genetics BV
VnExpress International
Sci.News
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