Biólogo Mexicano Mauricio Hoyos Sobrevive a Ataque de Tubarão-Galápagos em Pesquisa na Ilha do Coco

Editado por: Olga Samsonova

O biólogo marinho mexicano Dr. Mauricio Hoyos Padilla, com mais de três décadas de experiência no estudo de elasmobrânquios, sofreu um incidente grave durante uma expedição científica na Ilha do Coco, na Costa Rica. O local, reconhecido como Patrimônio Mundial da UNESCO desde 1997, é um importante santuário para grandes espécies pelágicas, incluindo o tubarão-galápago, responsável pelo encontro.

Hoyos Padilla liderava uma missão de ciência cidadã da Coalizão One Ocean Worldwide quando o ataque ocorreu a uma profundidade de aproximadamente 40 metros. O objetivo da imersão era a colocação de dispositivos de rastreamento em espécimes para mapear seus padrões migratórios, um esforço fundamental para a conservação internacional dessas populações. O agressor foi identificado como um tubarão-galápago, espécie que, apesar de comum na região, raramente exibe agressividade contra mergulhadores, tornando o evento atípico para a comunidade científica.

O animal, estimado em cerca de 3 a 4 metros de comprimento, investiu contra o pesquisador no momento em que ele finalizava o procedimento de marcação. O Dr. Hoyos descreveu o contato como fulminante, relatando ter sentido a cabeça engolida pela mandíbula do animal por menos de um segundo antes de ser solto. Ele interpretou a ação como uma resposta defensiva, dada a vulnerabilidade percebida durante a marcação.

O resultado direto do contato foi um total de 27 lacerações graves no couro cabeludo e na face, conforme confirmado por fontes médicas do Corpo de Bombeiros da Costa Rica, lideradas pelo Dr. Luis Fernández. Apesar da gravidade, que incluiu danos à mandíbula e o rompimento da mangueira de oxigênio, a ausência de lesões em órgãos vitais ou na jugular foi um fator determinante para a sobrevivência do biólogo. Hoyos já havia sido reconhecido como Investigador do Ano em 2018 pela Fins Attached e Shark Guardian em 2022 pelo Shark Project International.

O resgate envolveu uma operação coordenada entre guardaparques da Ilha do Coco e paramédicos, que estabilizaram Hoyos antes de um translado complexo de mais de 30 horas, primeiro para Puntarenas e depois para a Clínica Bíblica em San José. Após cirurgias reconstrutivas, o biólogo reafirma seu compromisso com o estudo e a defesa dos tubarões, buscando promover a compreensão de seus complexos comportamentos ecológicos e a necessidade de coexistência informada com a vida selvagem marinha.

Fontes

  • gorgenewscenter.com

  • iHeart

  • SharkNewz

  • People Magazine

  • Hindustan Times

  • EL PAÍS Science

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