Motivação Intrínseca e Consistência Superam Entusiasmo Inicial em Mudanças Comportamentais
Editado por: Olga Samsonova
Pesquisas comportamentais indicam que o impulso inicial associado a resoluções, como as estabelecidas para um novo ciclo, frequentemente se dissipa devido à sobrecarga de objetivos ambiciosos definidos simultaneamente. Psicólogos comparam este cenário inicial de excesso de metas a um grande empreendimento de construção, onde a euforia inicial é rapidamente substituída pela complexidade das tarefas práticas e pelo estresse inerente ao processo. Essa tendência de estabelecer planos irrealistas culmina, em muitos casos, no enfraquecimento da autoconfiança, pois o indivíduo tende a internalizar o não cumprimento como uma falha pessoal de disciplina, em vez de reconhecer a inadequação da estrutura do plano original.
Para que a transformação pessoal se estabeleça como um hábito duradouro, o foco deve ser direcionado para dois pilares fundamentais: a repetição metódica e consistente, mesmo que pareça monótona, e a profunda conexão com a motivação intrínseca. A busca eficaz por objetivos exige uma autoanálise essencial, respondendo à indagação: "Qual é a razão fundamental para eu desejar esta alteração?". Impulsionadores internos, como a busca por mais energia para o convívio familiar ou o almejo por uma serenidade interior, são os fatores que conferem a resiliência necessária para enfrentar os obstáculos inevitáveis da vida, como períodos de alta tensão ou fadiga.
A Teoria da Autodeterminação, desenvolvida pelos psicólogos Edward L. Deci e Richard Ryan em 1985, distingue a motivação em categorias. A motivação intrínseca surge do prazer ou interesse na atividade em si, buscando a autorrealização e o desenvolvimento pessoal, enquanto a extrínseca depende de recompensas ou pressões externas. A sustentabilidade da mudança é, portanto, redefinida como uma maratona contínua, e não um esforço de curta duração, valorizando a progressão por meio de passos pequenos e estáveis, acompanhados de autocompaixão.
A literatura da Psicologia Cognitivo-Comportamental reforça que objetivos vagos ou excessivamente ambiciosos estão diretamente ligados à menor persistência e ao aumento da frustração. A abordagem recomendada para a consolidação de mudanças deve incorporar flexibilidade e a aceitação natural de reveses, tratando a jornada de alteração comportamental como um processo colaborativo consigo mesmo, em vez de uma imposição rígida. A consistência, que pode parecer um conceito separado, na verdade, é sustentada pela motivação subjacente a cada ação repetida, seja ela intrínseca ou extrínseca.
A identificação de valores pessoais, como considerar a saúde parte fundamental da identidade, alinha a ação com a motivação integrada, promovendo um senso de congruência interna que fortalece a adesão ao novo padrão de comportamento. Essa perspectiva analítica afasta a visão de que a motivação é um recurso momentâneo, posicionando-a como o motivo constante para a ação repetida, essencial para o progresso sustentado em qualquer domínio da vida.
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Fontes
Republica
Psychology Today
Forbes
Harvard Business Review
National Center for Biotechnology Information
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