Síndrome da Gratificação Atrasada: Crenças e Implicações para a Saúde Mental
Editado por: Olga Samsonova
A Síndrome da Gratificação Atrasada (DGS) não se define como uma construção puramente lógica, mas sim como um conjunto persistente de cenários de vida e crenças que levam indivíduos a aguardar incessantemente por um futuro idealizado para a satisfação plena. Esta predisposição faz com que o presente seja percebido apenas como um estágio preparatório, uma ponte para um amanhã de realizações que frequentemente não se concretizam, resultando no adiamento contínuo da felicidade e da satisfação imediata.
A capacidade de adiar recompensas é essencial para o sucesso a longo prazo, mas quando se torna patológica, impede a vivência plena do momento presente. Este quadro contrasta com a gratificação instantânea, que, embora tentadora, pode comprometer objetivos maiores, como demonstrado em estudos sobre controle de impulso, incluindo o Teste do Marshmallow conduzido por Walter Mischel.
O conceito formal de DGS foi introduzido no cenário acadêmico em 1997 pelo psicólogo Vladimir Serkin, após investigações focadas em populações no Extremo Oriente da Rússia, onde observou a priorização sistemática do bem-estar futuro em detrimento da experiência vivencial no momento presente. Tendências observadas em 2026 indicam uma ampla disseminação da DGS, afetando potencialmente entre 90% a 95% das populações em diferentes graus de intensidade.
Indivíduos sintomáticos frequentemente relatam consequências negativas, incluindo sentimentos de culpa associados ao potencial não realizado, diminuição da autoestima e um aumento nos níveis de ansiedade projetada para o futuro. Um fator contemporâneo que exacerba a manifestação da DGS é a evasão de responsabilidades concretas do mundo real através da imersão em ambientes virtuais, atuando como um mecanismo de enfrentamento que posterga o engajamento ativo com a realidade.
Em contraste com a DGS, a atenção plena (mindfulness) surge como uma intervenção promissora, com estudos piloto investigando seu efeito sobre a impulsividade e a tolerância ao atraso da gratificação, com publicações especializadas datadas a partir de 2025. Para mitigar os efeitos da DGS e fomentar uma existência mais integral, a recomendação psicológica aponta para uma abordagem multifacetada que prioriza a ação no presente sobre a dependência de expectativas futuras.
Este caminho envolve o estabelecimento de metas imediatas e tangíveis, a rejeição da mentalidade de acumulação de recursos "apenas por precaução" e a seleção consciente de atividades que agreguem valor no instante corrente, alinhando-se com a necessidade de desenvolver o autocontrole e a autorregulação. A superação da DGS exige a adoção de estratégias cognitivas, como a autoverbalização consciente para gerenciar impulsos, um método que necessita de reforço intencional na vida adulta para reorientar o foco do indivíduo da projeção distante para a execução presente.
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Fontes
bb.lv
BB.LV
LiveLib
B17
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