Psicologia Aponta Estratégias Baseadas em Evidências para Cultivar a Autovalorização Interna

Editado por: Olga Samsonova

A psicologia contemporânea reinterpreta a busca constante por tranquilização externa, não apenas como uma carência afetiva, mas como uma tática regulatória de curto prazo que, paradoxalmente, reforça a dependência interpessoal. Essa dependência mantém o valor pessoal em um estado de fragilidade, visto que o alívio proporcionado pela validação alheia é transitório e condicionado à disponibilidade de terceiros. Tal dinâmica obstaculiza o desenvolvimento de uma autoavaliação resiliente, um fator essencial para o bem-estar psicológico sustentável, conforme evidenciado em análises clínicas e de pesquisa.

A procura excessiva por aprovação externa pode instaurar ciclos de insegurança e autoquestionamento, comprometendo a autoestima e a motivação intrínseca. Este fenômeno é particularmente notável em ambientes de alta exposição social, como as redes sociais, onde a comparação contínua se estabelece como uma armadilha comum. Pesquisas científicas delineiam metodologias fundamentadas para fomentar uma autovalorização robusta e intrínseca, concentrando-se na construção da autoconfiança e no aumento da tolerância emocional.

Uma técnica crucial envolve a edificação da autoconfiança através do cumprimento consistente de pequenos compromissos e promessas tangíveis. Este processo fornece ao indivíduo evidências concretas da própria confiabilidade pessoal, um histórico de crédito interno positivo que o cérebro processa de forma mais eficaz do que meros discursos motivacionais. Paralelamente, o fortalecimento da autoestima exige a prática da resistência emocional, que é a capacidade de suportar a incerteza e a ambiguidade sem ceder ao impulso de buscar confirmação imediata ou validação externa.

Substituir a validação externa pela autocompaixão constitui outro pilar fundamental, ativando sistemas internos de suporte e cuidado. Esta abordagem está alinhada com os princípios da Terapia de Aceitação e Compromisso (ACT), desenvolvida a partir da década de 1980 por Steven C. Hayes e seus colaboradores, que visa promover a flexibilidade psicológica. A ACT, uma abordagem cognitivo-comportamental contextual, baseia-se no contextualismo funcional, priorizando a função do comportamento em seu contexto histórico e situacional sobre o evento em si.

Para desvincular o valor pessoal de resultados sociais, torna-se imperativo empregar a flexibilidade cognitiva para examinar explicações alternativas para interações ambíguas, mitigando a tendência de atribuir falhas exclusivamente ao valor próprio. A ACT enfatiza o compromisso com ações alinhadas aos valores pessoais, mesmo na presença de desconforto, buscando mudar a relação do indivíduo com o sofrimento em vez de eliminá-lo. Quando a métrica do valor pessoal é ancorada na adesão a princípios internos e a ações intencionais, e não nas reações externas, a necessidade de confirmação constante se dissipa gradualmente.

A autoconfiança, definida como a crença no próprio julgamento e habilidades, não é um traço imutável, mas uma qualidade que se cultiva com paciência e prática, exigindo ações diárias que reforcem o potencial intrínseco do indivíduo. Disciplina e investimento em conhecimento são elementos que constroem a autoconfiança e as conquistas. O cerne da autoconfiança inabalável reside na capacidade de persistir e superar dúvidas, e não na ausência delas. A terapia, sob a orientação de psicólogos qualificados, oferece um ambiente seguro para identificar padrões prejudiciais e consolidar o autorrespeito como alicerce da realização pessoal.

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Fontes

  • Forbes

  • MindLAB Neuroscience

  • Forbes

  • ResearchGate

  • NovoPsych

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