First amber find on the Antarctic continent Southernmost discovery of amber allows new insights into Cretaceous forests near the South Pole Roughly 90 million years ago, climatic conditions in Antarctica were suitable for resin-produ nachrichten.idw-online.de/2024/11/12/fir…
Âmbar Antártico: Prova Direta de Florestas Temperadas Verdes no Período Cretáceo
Editado por: Uliana S.
Cientistas alcançaram um marco significativo ao confirmar pela primeira vez a descoberta de amostras de âmbar no território da Antártida. Esta revelação fornece uma evidência material irrefutável da existência de exuberantes florestas temperadas que cobriam o continente há aproximadamente 90 milhões de anos, durante o Período Cretáceo. Os fragmentos encontrados são minúsculos, medindo apenas milímetros, e foram recuperados de sedimentos marinhos a uma profundidade impressionante de 946 metros.
A área específica da descoberta foi a Baía da Ilha Pine, localizada na Antártida Ocidental. A operação de extração destas preciosas amostras ocorreu em 2017, a bordo do navio quebra-gelo de pesquisa alemão, o "Polarstern". A importância desta descoberta reside no fato de que o continente, hoje dominado pelo gelo, já abrigou ecossistemas complexos e quentes, desafiando a percepção comum de sua história geológica.
Batizado em homenagem ao local de sua origem, o "âmbar da Ilha Pine" funciona como uma verdadeira cápsula do tempo geológico, capturando a imagem de uma era continental radicalmente diferente e muito mais quente. Este testemunho material direto indica que, naquele período, a Antártida era o lar de vastas florestas úmidas de coníferas. As condições climáticas eram notavelmente amenas, com invernos livres de gelo e neve. Tal ambiente era sustentado por uma concentração elevada de dióxido de carbono na atmosfera, o que gerava um potente efeito estufa natural. Este cenário se alinha perfeitamente com o consenso científico sobre as temperaturas globais significativamente mais altas que caracterizaram o Período Cretáceo.
Uma análise minuciosa dos achados, cujos resultados foram detalhados e publicados na prestigiada revista Antarctic Science, revelou informações cruciais sobre a vida vegetal da época. O âmbar continha microinclusões de restos de casca de árvores antigas, bem como sinais claros de um fluxo patológico de resina. Este último ponto sugere que as árvores secretavam a substância para cicatrizar danos, provavelmente causados por pragas ou por incêndios florestais. Tais eventos eram, presumivelmente, ocorrências comuns no clima quente e úmido daquela era.
A descoberta do âmbar, juntamente com a presença de evidências fósseis complementares — incluindo esporos, pólen e uma fina camada de linhito (carvão pardo) — reforça a tese de um rico e diversificado ecossistema. Isso confirma a presença não apenas das coníferas produtoras de resina, mas também de samambaias e plantas com flores, indicando uma biodiversidade complexa. Estes dados são de importância crítica para a ciência climática, permitindo a criação de modelos mais precisos das condições ambientais do passado. Compreender como o planeta Terra funcionava sob um regime climático tão radicalmente distinto oferece aos pesquisadores informações inestimáveis para a avaliação e projeção das atuais mudanças climáticas. A descoberta serve como um poderoso lembrete de que mesmo as paisagens mais gélidas guardam a memória de profundas transformações geológicas, sublinhando a natureza cíclica e dinâmica dos processos naturais do nosso planeta.
Fontes
okdiario.com
Muy Interesante
Colglobal News
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