Psicologia do Design Urbano: Espelhos em Elevadores e a Relevância de Ícones do Modernismo
Editado por: Irena I
As inovações no design contemporâneo transcendem a estética, imergindo profundamente em princípios psicológicos para otimizar a experiência do usuário em ambientes urbanos modernos. Esta abordagem, alinhada à psicoarquitetura, reconhece que a disposição dos elementos físicos influencia diretamente as emoções e o comportamento dos indivíduos. Um exemplo paradigmático desta fusão entre forma e função é o espelho instalado nas cabines de elevador, que opera como um componente psicológico essencial, e não apenas um acessório reflexivo.
O espelho no elevador desempenha um papel fundamental no combate à claustrofobia, uma condição exacerbada em espaços confinados e sem janelas, como as cabines metálicas de transporte vertical. Pesquisas sugerem que a adição de superfícies reflexivas cria uma ilusão de amplitude espacial, o que comprovadamente reduz a ansiedade dos passageiros. Embora o artigo original mencione pesquisas da Associação Internacional de Elevadores que sugerem uma diminuição do desconforto em até 60%, a principal razão para sua instalação, no contexto brasileiro, está ligada à acessibilidade, conforme a norma ABNT 313:2007, que exige um dispositivo que permita ao usuário de cadeira de rodas observar obstáculos ao sair. A reflexão visual também aumenta a percepção de luminosidade, tornando o espaço menos opressivo.
Adicionalmente, estes elementos reflexivos cumprem funções pragmáticas de segurança e controle social sutil. A capacidade de visualizar o ambiente circundante oferece aos passageiros um senso de vigilância. Para usuários de cadeiras de rodas, a reflexão auxilia no posicionamento para manobras de entrada e saída em espaços limitados, aumentando a segurança. A percepção de segurança é, portanto, um pilar do design funcional.
Historicamente, o reflexo atua como um agente de distração, uma tática desenvolvida para mascarar a lentidão percebida do transporte vertical. Quando os arranha-céus se popularizaram após a Segunda Guerra Mundial, a impaciência levou engenheiros a buscarem soluções de baixo custo, descobrindo que a auto-observação desvia o foco do tempo decorrido. A alteração na percepção cronológica, associada ao bem-estar momentâneo ao ajeitar a aparência, transforma o trânsito, que seria monótono, em uma experiência neutra.
Em um contexto distinto, a relevância histórica de objetos de design é revalorizada em exposições que celebram a influência da forma e da função. Um exemplo notável é a exibição da 'Sitzmaschine' (máquina de sentar), uma poltrona icônica concebida por Josef Hoffmann em 1905, que esteve em destaque na Ucrânia. Esta peça, originalmente encomendada para o Sanatório de Purkersdorf, perto de Viena, exemplifica os princípios iniciais do design funcionalista, inspirando-se no movimento britânico Arts and Crafts e sendo produzida pela J. & J. Kohn. A estrutura geométrica da poltrona, com seu encosto ajustável por uma haste de latão, demonstra uma simplificação racional adequada à produção industrial, ao mesmo tempo que incorpora elementos decorativos típicos da Wiener Werkstätte, fundada por Hoffmann e Koloman Moser em 1903.
A presença da Sitzmaschine em mostras contemporâneas sublinha a contínua pertinência de ícones do design do início do século XX na definição dos padrões estéticos e funcionais atuais. O funcionalismo, corrente arquitetônica do século XX, preconiza que a utilidade de um projeto dite sua aparência, buscando eficiência e praticidade. A exposição desta cadeira, que permite que sua construção e função sejam visíveis, reforça a ideia de que o design utilitário pode alcançar o patamar da alta arte, elevando uma obra de utilidade singular à categoria de arte elevada.
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Fontes
Puterea.ro
Портал "Щоденний Львів"
ELEVATE Monitoring
Psychology Today
The Times of India
Barnard College
Львівська міська рада
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Унікальний мистецький об'єкт представлять в Україні у межах виставки “Sitzmaschine” - Львівська міська рада
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