Zelensky Confirma Trégua Energética Temporária Mediada por Esforços dos EUA

Editado por: gaya ❤️ one

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Foto de V. Zelensky - Serviço de Imprensa do Presidente da Ucrânia

O Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, confirmou na quinta-feira, 29 de janeiro de 2026, a existência de um acordo com a Federação Russa para uma "trégua energética" de caráter temporário, com vigência durante o período de frio intenso do inverno. Este desdobramento ocorreu após uma série de negociações trilaterais realizadas em Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos, nos dias 23 e 24 de janeiro de 2026, com a mediação da administração dos Estados Unidos, notadamente o Presidente Donald Trump.

Zelensky expressou publicamente sua gratidão aos esforços de mediação de Trump, que, segundo o líder ucraniano, foram determinantes para assegurar a segurança da infraestrutura de Kiev e outras cidades ucranianas contra potenciais ataques russos durante o pico do rigor invernal. As discussões em Abu Dhabi foram descritas como "construtivas" por fontes ucranianas e pelo porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov. Os parâmetros em pauta incluíram uma proposta de Washington para a suspensão de ataques à infraestrutura energética e a possível cessação de ações ucranianas contra navios da Frota Russa do Mar Negro.

Apesar do avanço, o Presidente Zelensky manteve uma cautela estratégica, afirmando que a observância da pausa nos ataques seria validada apenas pela "situação real nos próximos dias". Este contexto de trégua contrasta com dezembro de 2025, quando uma proposta similar de Zelensky foi recusada por Moscou. O pano de fundo imediato para o acordo é a severidade da crise energética na Ucrânia, agravada por previsões de temperaturas que atingiriam -30°C no sul do país durante a nova onda de geadas. Ataques russos anteriores, como os de 9 e 20 de janeiro, resultaram em cortes de eletricidade e aquecimento para centenas de milhares de pessoas; em Kiev, 737 edifícios residenciais permaneciam sem aquecimento em 28 de janeiro, com 700 deles concentrados no distrito de Desnianskyi, devido a danos na central térmica n.º 6.

O sistema energético ucraniano, conforme relatado por Zelensky, atendia apenas a 60% da demanda de eletricidade neste inverno, com uma necessidade de 18 gigawatts frente a uma capacidade instalada de 11 gigawatts. Fontes militares ucranianas haviam reportado a suposta proibição de ataques pela Força Armada Russa a Kiev e à região de Kiev a partir das 7h da manhã de quinta-feira, 29 de janeiro. Zelensky também sugeriu que a Rússia poderia estar a esgotar seus estoques de mísseis de longo alcance, citando a observação de mísseis X-101 após 24 de janeiro como evidência tática para a aceitação russa da pausa temporária.

O papel de Donald Trump como mediador direto foi explícito, tendo ele confirmado um apelo pessoal ao Presidente russo, Vladimir Putin, para suspender os ataques devido ao frio extremo, ao qual Putin teria concordado. Embora Peskov tenha se recusado a comentar o acordo específico, confirmou o "espírito construtivo" das conversações de Abu Dhabi. A retomada das negociações, paralisadas em julho de 2025 em Istambul, foi agendada para 1º de fevereiro, ainda em Abu Dhabi, segundo uma fonte norte-americana. Este acordo, focado na infraestrutura vital durante o rigor do inverno, representa um momento de potencial alívio para a população civil, que tem dependido de importações de energia da União Europeia e do uso de pontos de aquecimento comunitários, os chamados "pontos de invencibilidade".

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Fontes

  • Deutsche Welle

  • Русская служба The Moscow Times

  • телеканал «Красная Линия»

  • FONTANKA

  • Zakon.kz

  • Газета

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