Kiev Adota Novo Plano de Paz de 19 Pontos Negociado com os EUA; Moscou Rejeita a Proposta

Editado por: Tatyana Hurynovich

Em 25 de novembro de 2025, o governo ucraniano formalizou a aprovação dos pontos centrais de um acordo de paz revisado, composto por 19 itens, que foi elaborado sob a mediação dos Estados Unidos. Em contrapartida, o Kremlin manifestou sua rejeição ao plano apresentado pelas nações europeias, classificando-o como improdutivo e inadequado para os interesses russos. A versão atualizada do plano, fruto da colaboração entre os EUA e a Ucrânia, optou por adiar para discussões futuras cláusulas consideradas controversas, como a renúncia da Ucrânia à adesão à OTAN e questões relativas a concessões territoriais.

As negociações preliminares ocorreram em Genebra, incluindo uma rodada de diplomacia itinerante com uma parada intermediária em Abu Dhabi. Durante essas conversas, o Secretário do Exército dos EUA, Dan Driscoll, manteve diálogos com a delegação russa. A estrutura de 19 pontos que agora está em vigor representa uma simplificação substancial do plano original de 28 pontos. No decorrer das consultas realizadas em Genebra entre americanos e ucranianos, foram removidas disposições que originalmente tratavam da participação direta europeia e da interação bilateral entre os Estados Unidos e a Rússia, elementos presentes no documento inicial.

Alexandr Bevz, conselheiro-chefe do Gabinete do Presidente da Ucrânia, confirmou que diversas seções foram alteradas ou simplesmente retiradas após Kiev e seus parceiros europeus considerarem certas exigências inaceitáveis. Fontes da mídia indicam que as modificações cruciais incluem a exclusão de um item que impunha limites rigorosos ao efetivo das Forças Armadas da Ucrânia, bem como a remoção da disposição sobre uma anistia geral para atos cometidos durante o conflito. Outro ponto suprimido, que enfrentou resistência da União Europeia, era o direcionamento de 100 bilhões de dólares provenientes de ativos russos congelados para a reconstrução da Ucrânia.

A resposta de Moscou às alterações foi imediata e veemente. O Ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergey Lavrov, declarou que as mudanças haviam “apagado... entendimentos cruciais” que, segundo a perspectiva do Presidente Putin, existiam com o Presidente Trump durante o encontro no Alasca. Autoridades russas insistem na manutenção de seus objetivos militares, a menos que suas exigências fundamentais, ligadas às “causas raízes” da guerra, como a expansão da OTAN, sejam atendidas.

Dmitry Peskov, porta-voz do Kremlin, assegurou que o plano inicial de 28 pontos foi recebido como uma “base muito boa”. Contudo, ele ressaltou que a Rússia ainda não recebeu formalmente a nova versão de 19 pontos. Apesar dos esforços diplomáticos empreendidos, os confrontos armados persistem. É importante notar que a Rússia ainda não chegou a um consenso com a Europa sobre qualquer variação de plano de paz, e a postura de Moscou nas negociações permanece inflexível.

Fontes

  • New York Post

  • CBS News

  • bne IntelliNews

  • The Moscow Times

  • The Strategist

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