Hidalgo Amplia Vigilância de Grandes Felinos com Monitoramento Tecnológico e Corredores Bioculturais
Editado por: Olga Samsonova
A confirmação da presença de onças-pintadas (Panthera onca) e pumas (Puma concolor) em Hidalgo impulsionou uma reestruturação nas estratégias estaduais de conservação e vigilância. Erika Ortigoza Vázquez, chefe da Comissão Estadual de Biodiversidade de Hidalgo (Coesbioh), órgão descentralizado criado em julho de 2020, endossou a ocorrência dessas espécies no estado, que já é reconhecido por abrigar as seis espécies de felinos selvagens do México, sublinhando a importância de Hidalgo como estado megadiverso no cenário nacional.
A capacidade de monitoramento da Coesbioh foi significativamente ampliada para garantir uma cobertura robusta da vida selvagem. O número de unidades de armadilha fotográfica foi elevado de apenas cinco para aproximadamente 150 equipamentos. Este reforço tecnológico permitiu a detecção recente, em 2025, de pelo menos três registros de pumas em municípios estratégicos como Ixmiquilpan e Metztitlán. Em um marco de conservação, em 1º de setembro de 2025, uma fêmea de puma identificada como Mesly foi resgatada, tratada por ferimentos e devolvida à natureza com um colar de telemetria para acompanhamento contínuo.
Paralelamente ao avanço tecnológico, o estado implementa corredores bioculturais, um conceito que integra o conhecimento ancestral e as expressões culturais das comunidades locais na estratégia de preservação, evoluindo do modelo puramente biológico. Estes corredores foram validados em workshops multilíngues realizados em 2025, envolvendo comunidades, academia e autoridades, com o objetivo de promover a resiliência biológica, climática, social e econômica. Os corredores identificados incluem rotas como a de Orquídea e Jaguarundi, a de Mesquite e Puma, e a de Yucca e Serpente, com a sobreposição estratégica de dois deles definindo a Região Prioritária de Conservação do Jaguar.
A presença de grandes felinos no Parque Nacional Los Mármoles, criado em 1936 por Lázaro Cárdenas, foi corroborada em dezembro de 2016. Na área prioritária adjacente a este parque, foram identificados, no mínimo, quatro indivíduos ativos de jaguar, apesar do falecimento do exemplar conhecido como Pacus em setembro de 2025. Este evento catalisou maior visibilidade para a conservação, resultando em anúncios financeiros significativos: em setembro de 2025, foram destinados 4 milhões de pesos para o equipamento de um corredor biocultural focado no jaguar, seguidos por um investimento adicional de 4 milhões de pesos até março de 2026 para capacitar e equipar quatro brigadas dedicadas ao monitoramento de felinos.
A conservação da onça-pintada no México demonstra um avanço nacional, com a população livre crescendo de 4.800 indivíduos em 2018 para 5.326 em 2024, resultado de esforços que incluem o uso de mais de 900 câmeras-armadilha em 15 estados. As iniciativas em Hidalgo, coordenadas pela Coesbioh, combinam o monitoramento tecnológico com a integração social dos corredores bioculturais, visando um sistema resiliente onde biodiversidade e atividades humanas coexistam de forma sustentável. O Congresso do Estado de Hidalgo reconheceu a seriedade do esforço ao declarar unanimemente o dia 7 de setembro como o Dia Estadual do Jaguar em 2025.
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Fontes
La Silla Rota
Subrayado MX
El Universal Hidalgo
La Razón de México
Voces Radio
El Sol de Hidalgo
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