Diálogo Trilateral em Abu Dhabi Conclui Segunda Rodada com Foco na Continuidade
Editado por: gaya ❤️ one
A segunda fase das conversações trilaterais de paz, que reuniu delegações da Ucrânia, Rússia e Estados Unidos, foi finalizada em Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos, nos dias 23 e 24 de janeiro de 2026. O encontro, centrado na definição de parâmetros para o fim do conflito que se estende por quase quatro anos, encerrou-se sem um consenso imediato, mas as partes comprometeram-se a dar seguimento ao processo na semana seguinte, com a terceira rodada agendada para 1º de fevereiro de 2026, segundo fontes do Ministério das Relações Exteriores dos Emirados Árabes Unidos.
O ambiente das discussões foi reportado como construtivo, apesar da escalada militar paralela, que incluiu ataques aéreos noturnos russos contra alvos civis e infraestrutura na Ucrânia. O cerne das deliberações concentrou-se em questões complexas, notadamente o estatuto territorial da região de Donbas e a arquitetura de garantias de segurança para a Ucrânia no período pós-conflito. A delegação russa, liderada pelo Almirante Igor Kostyukov, Chefe da Diretoria Principal do Estado-Maior e chefe do GRU, manteve a exigência fundamental da retirada das forças ucranianas de todas as áreas não controladas em Donbas.
Em contrapartida, a Ucrânia, representada por Rustem Umerov, Secretário do Conselho de Segurança e Defesa Nacional, buscou consolidar os entendimentos de segurança com Washington. O Presidente Volodymyr Zelenskyy valorizou o reconhecimento da necessidade de monitoramento e controle americano para assegurar a segurança, indicando que o acordo de garantias com os EUA estava praticamente finalizado, pendente apenas da ratificação de Washington.
Paralelamente aos esforços diplomáticos, a situação no terreno permaneceu severa. Ataques aéreos russos na noite de 24 de janeiro atingiram infraestrutura crítica, resultando em pelo menos um falecimento em Kiev e apagões que afetaram mais de um milhão de pessoas durante o rigoroso inverno, com temperaturas em Kiev atingindo cerca de -10 graus Celsius ou menos. O Ministro da Energia ucraniano, Denys Shmyhal, classificou o dia como o mais difícil desde o blecaute de novembro de 2022, enquanto o Prefeito de Kiev, Vitaliy Klitschko, aconselhava os residentes a estocarem suprimentos ou a deixarem a cidade devido à crise energética.
Um grupo de trabalho dedicado a questões econômicas também esteve ativo, focado em um plano de prosperidade para a reconstrução ucraniana. Kirill Dmitriev representou a Rússia nesse fórum, ao lado do Enviado Especial dos EUA, Steve Witkoff, auxiliado por Jared Kushner. A presença de figuras militares de alto escalão, como o Almirante Kostyukov e o chefe de inteligência ucraniano Kyrylo Budanov, sugere que as realidades militares e os mecanismos de desescalada foram centrais na agenda, juntamente com os aspectos de segurança e economia.
As questões não resolvidas persistem, incluindo a implementação das garantias de segurança ocidentais, que enfrentam o dilema entre o compromisso dos EUA de não enviar tropas e o desejo europeu por uma presença física de monitoramento, além da disputa sobre o controle da usina nuclear de Zaporizhzhia (ZNPP), ocupada desde março de 2022. A diplomacia em Abu Dhabi, mediada com sucesso anterior pelo Ministério das Relações Exteriores dos EAU em 17 trocas de prisioneiros que libertaram 4.641 pessoas, demonstra um esforço estruturado para o avanço, mesmo que o ritmo da violência no campo de batalha continue a impor pressão sobre a mesa de negociações. A expectativa agora se concentra na próxima rodada de diálogos, agendada para a primeira semana de fevereiro, para verificar se o ímpeto construtivo pode superar os obstáculos territoriais e a contínua hostilidade.
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Fontes
Sputnik Србија
POLITICO
ЈМУ Радио-телевизија Војводине
interpressnews.ge
The Kyiv Independent
Reuters
The Guardian
AL-Monitor
Kyiv Post
The Guardian
Al Jazeera
Institute for the Study of War
AP News
Kyiv Post
Anadolu Ajansı
Informer
N1
Politika
NIN
CBC News
The Kyiv Independent
Al Jazeera
Institute for the Study of War
The Guardian
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