Físico Michael Guillén Propõe Localização do Céu Além do Horizonte Cósmico

Editado por: Vera Mo

O físico americano Dr. Michael Guillen, ex-professor da Universidade de Harvard e premiado correspondente científico, sustenta sua teoria que propõe uma localização para o domínio divino, ou Céu, fundamentada em conceitos da cosmologia moderna. A tese, que ganhou destaque em janeiro de 2026, situa o reino celestial no que ele define como "Horizonte Cósmico", a uma distância estimada em 439 bilhões de trilhões de quilômetros da Terra, o equivalente a 273 bilhões de trilhões de milhas.

A proposição de Guillen une passagens escriturísticas com os limites físicos estabelecidos pela astrofísica, provocando discussão entre os campos teológico e científico. O argumento central baseia-se na interpretação do Horizonte Cósmico, um conceito derivado da expansão universal, que representa o limite do Universo observável. Segundo o físico, neste ponto teórico, a velocidade de afastamento das galáxias distantes atinge a velocidade da luz, configurando uma fronteira intransponível para qualquer entidade material.

Dr. Guillen, que possui doutorados em física, matemática e astronomia pela Universidade Cornell e foi editor de ciência da ABC News por catorze anos (1988-2002), sugere que a relatividade de Einstein implica uma cessação do tempo nesse limite cósmico, caracterizando um estado de "atemporalidade" que ecoa as descrições bíblicas da eternidade. As credenciais de Guillen, que incluem ter sido professor de física em Harvard por oito anos e ser autor de obras como "Believing Is Seeing: A Physicist Explains How Science Shattered His Atheism and Revealed the Necessity of Faith", conferem peso à sua articulação, apesar do ceticismo científico.

Ele especula que a região além do Horizonte Cósmico, inacessível à observação humana, é habitada por "entidades do tipo luz", associando este reino atemporal aos céus mencionados nas escrituras sagradas. A jornada pessoal do cientista, marcada pela transição do ateísmo ao cristianismo mediada pela ciência, é um componente fundamental em sua defesa de uma cosmovisão que acomoda tanto a ciência quanto a fé.

A comunidade astrofísica, contudo, reage com ressalvas conceituais à teoria. O consenso científico estabelece que o Horizonte Cósmico é um limite relativo ao observador, e não uma barreira física definitiva. Especialistas em cosmologia argumentam que a leitura física do horizonte é conceitualmente falha, e que a ideia de que o tempo cessa nesse ponto representa uma interpretação equivocada da dilatação temporal causada pela expansão universal.

A relevância desta discussão reside na tensão contínua entre a cosmologia científica, alicerçada em modelos como o Modelo Cosmológico Padrão (MCP), e as interpretações teológicas que buscam um enquadramento físico para conceitos espirituais. Dr. Guillen, autor best-seller e vencedor de três prêmios Emmy, mantém sua posição sobre a inacessibilidade desse ponto extremo do cosmos para a viagem ou observação humana, forçando uma reavaliação sobre como as fronteiras do conhecimento científico podem dialogar com narrativas de fé.

8 Visualizações

Fontes

  • Libertatea

  • IFLScience

  • IBTimes

  • Times of India

  • Daily Express

  • Daily Star

Encontrou um erro ou imprecisão?Vamos considerar seus comentários assim que possível.