Chuva negra tóxica cai sobre Teerã após ataques aéreos terem atingido instalações petrolíferas.
Chuva Ácida em Teerã Após Ataques Israelenses a Depósitos de Combustível
Editado por: Tetiana Martynovska
Uma precipitação de tonalidade escura, com potencial tóxico, foi registrada sobre a capital iraniana de Teerã em 8 de março de 2026. Este fenômeno meteorológico incomum ocorreu no dia seguinte a uma série de ataques aéreos realizados por Israel contra instalações de armazenamento de combustível na metrópole iraniana, no sábado anterior, 7 de março de 2026.
O prefeito de Teerã, Mohammad Sadegh Motamedian, confirmou que os bombardeios atingiram quatro depósitos de combustível e um centro logístico adjacente, resultando em danos à malha de suprimento e na interrupção temporária da distribuição de combustível na região. A suspensão do abastecimento gerou longas filas nos postos de gasolina, com as autoridades limitando o fornecimento a 20 litros por veículo na tentativa de gerir a crise. Especialistas ambientais e autoridades de saúde iranianas atribuíram a precipitação anômala à combinação das vastas chamas dos incêndios de óleo com um sistema meteorológico de baixa pressão atuante na região.
A queima maciça de combustíveis fósseis liberou dióxido de enxofre e óxidos de nitrogênio na atmosfera, elementos que, ao se condensarem com a umidade, podem formar ácidos sulfúrico e nítrico, caracterizando a chuva ácida. A Sociedade do Crescente Vermelho Iraniano emitiu alertas rigorosos, aconselhando os habitantes a permanecerem em suas residências e a evitarem o contato direto com a fuligem escura que cobriu veículos e calçadas. O hemato-oncologista iraniano radicado no Reino Unido, Shahram Kordasti, alertou que os gases e partículas finas podem provocar irritação nas vias respiratórias e agravar condições como a asma.
Os ataques israelenses, que geraram colunas de fumaça densa e escura visíveis por toda a capital, foram justificados pelo exército de Israel como ações direcionadas a instalações de armazenamento de combustível usadas para apoiar a infraestrutura militar iraniana. Esta operação marcou a primeira vez que a aviação israelense visou diretamente a infraestrutura de energia civil do Irã desde o início da escalada do conflito, que, segundo o Comando Central dos EUA, havia destruído mais de dois mil alvos iranianos até 5 de março de 2026. O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baqaei, classificou o ataque aos tanques de petróleo como um ato que “equivale a uma guerra química intencional contra os cidadãos iranianos”.
Em uma demonstração de divergência estratégica, os Estados Unidos, por meio do Secretário de Energia Chris Wright, declararam em 8 de março de 2026 que não possuíam planos para atacar a indústria petrolífera ou qualquer elemento da infraestrutura energética iraniana. Esta postura contrasta com a retaliação iraniana, que incluiu o lançamento de mísseis contra estruturas civis em países do Golfo Pérsico, como uma planta de dessalinização no Bahrein, conforme relatado pelo Ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, que alegou que os EUA haviam estabelecido o precedente ao atacar uma instalação similar na ilha iraniana de Qeshm. A paralisação do Estreito de Ormuz, por sua vez, já havia provocado uma elevação de 36% no preço do barril de West Texas Intermediate (WTI) ao longo da semana anterior ao incidente da chuva tóxica.
Fontes
News18
Liberty Nation
MS NOW
Hindustan Times
FreshPlaza
Fruitnet
The Indian Express
Shreevali Agro®
The Guardian
CBS News
Trading Economics
CSIS
International Monetary Fund
CBS News
The Guardian
Anadolu Ajansı
The Times of Israel
Al Jazeera
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