Uma erupção solar de classe M7.1 irrompeu na superfície do Sol no último dia de 2025, 31 de dezembro, constituindo um pico energético significativo ao final do ano. Especialistas do Instituto de Pesquisa Cósmica (IKI) da Academia Russa de Ciências confirmaram que o pico de intensidade da labareda foi registrado precisamente às 16:51, horário de Moscou. A liberação de energia foi rastreada até uma região de buraco coronal, uma área onde o campo magnético solar se abre, facilitando o fluxo direto de plasma para o espaço interplanetário.
A ejeção de massa coronal (CME) associada a este surto está projetada para interagir com a magnetosfera terrestre, com potencial para induzir uma tempestade geomagnética classificada como G1, o nível mais baixo na escala de cinco níveis estabelecida pela Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (NOAA). As projeções indicam que a atividade geomagnética elevada resultante desta interação deverá se manifestar na Terra a partir de 1º de janeiro de 2026, podendo estender-se até 3 de janeiro de 2026. Consequentemente, operadores de redes de energia e infraestrutura crítica foram notificados formalmente para manterem um estado de vigilância reforçada durante este período de atividade solar persistente.
O Ciclo Solar 25, que teve seu máximo técnico em outubro de 2024, consolidou 2025 como um dos anos mais turbulentos da última década em termos de distúrbios geomagnéticos. O ano registrou um aumento de quase 75% nos dias com distúrbios de nível Kr=4 ou superior em comparação com 2024. O aumento das tempestades geomagnéticas em 2025 foi impulsionado principalmente pelo fenômeno de buracos coronais, fontes de fluxos rápidos de vento solar, posicionando o ano como o segundo mais perturbado do século XXI, atrás apenas de 2005.
Tempestades geomagnéticas, que são perturbações temporárias da magnetosfera causadas pela interação com o vento solar, podem impactar sistemas elétricos, comunicações de rádio de alta frequência (HF) e sistemas de navegação por GPS, como alertado em eventos anteriores, incluindo uma erupção classe X5.1 em 11 de novembro de 2025. Embora a classe G1 seja considerada menor, com potencial para apenas flutuações fracas na rede elétrica e impacto mínimo em satélites, a persistência da atividade solar exige monitoramento contínuo, especialmente considerando a possibilidade de um duplo pico de atividade no ciclo atual. A proteção da Terra é assegurada pela magnetosfera, mas a vulnerabilidade tecnológica aumenta em um ambiente cada vez mais dependente de sistemas suscetíveis a oscilações eletromagnéticas.
O IKI, ao confirmar a magnitude da explosão, insere este evento no contexto de um ciclo solar que tem superado as previsões de intensidade. Agências como a NASA e a NOAA têm monitorado de perto o comportamento solar, especialmente após eventos extremos em 2024 e no início de 2025, que incluíram uma tempestade G5. Pesquisas recentes, como as conduzidas pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), também exploram correlações entre perturbações geomagnéticas e efeitos biológicos, como a suscetibilidade feminina a condições cardiovasculares durante períodos de instabilidade magnética. A vigilância se estende até 3 de janeiro de 2026, sublinhando a necessidade de protocolos de segurança robustos para a infraestrutura terrestre e espacial.
