Modelos Preveem Inversão Climática na Europa: Do Calor de Dezembro a Possíveis Incursões Árticas em Janeiro
Editado por: gaya ❤️ one
Modelos meteorológicos avançados indicam uma alteração significativa nos padrões climáticos europeus na transição de 2025 para 2026. As condições de dezembro, caracterizadas por um calor anómalo em vastas regiões do continente, deverão ser substituídas por um regime de tempo mais frio, com maior influência prevista para a Europa Central e Oriental a partir de janeiro de 2026. Esta mudança térmica está diretamente ligada a modificações nas anomalias de pressão atmosférica, que se antecipa que redirecionem massas de ar de origem ártica para o sul do continente.
O início de dezembro registou temperaturas no Oeste europeu que excederam a média em até 10°C, um desvio que aponta para uma moderação gradual nas semanas subsequentes. A Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA), através do seu Climate Prediction Center (CPC), indicou num relatório de 8 de dezembro de 2025 que o fenômeno La Niña, que tem influenciado a corrente de jato, deve persistir durante o verão, mas com um enfraquecimento gradual até março de 2026, data prevista para a transição para a neutralidade. A persistência da fase La Niña no Pacífico, um ciclo natural que, segundo a Organização Meteorológica Mundial (OMM), apresentava 55% de probabilidade de se estabelecer entre dezembro de 2025 e fevereiro de 2026, é o motor desta potencial mudança de regime.
A La Niña, definida pelo arrefecimento das águas superficiais no Pacífico Equatorial, altera a circulação atmosférica, influenciando a distribuição de vento e precipitação globalmente. Historicamente, este fenômeno tende a provocar quedas de temperatura na América do Norte e na Europa, em contraste com os efeitos do El Niño. A previsão específica para o continente europeu sugere que fevereiro de 2026 é o período com maior risco de manifestação de geadas severas e incursões de ar polar, atingindo com maior intensidade as regiões Centro e Leste.
O aquecimento global atua como um modulador, amplificando os efeitos dos ciclos oceânicos, mesmo que a La Niña, por si só, tenha um efeito de arrefecimento global. A vulnerabilidade do continente a estes extremos é sublinhada pelo facto de a Europa ter enfrentado um 2024 com recordes de temperatura e inundações, conforme dados do relatório da rede Copernicus e da OMM. Apesar do potencial arrefecimento da La Niña, a OMM também notou que as temperaturas em grande parte do hemisfério norte, incluindo a Europa, deverão permanecer acima da média entre dezembro de 2025 e fevereiro de 2026.
A influência da La Niña na Europa é complexa e depende da localização da anomalia fria no Pacífico. As anomalias recentes de aquecimento, como os 10°C acima da média no Oeste europeu, foram parcialmente atribuídas à corrente de jato, direcionada para o Sudoeste europeu e Norte de África devido à fase La Niña em curso. A persistência do aquecimento global, com 2025 a aproximar-se do limite de 1,5°C estabelecido pelo Acordo de Paris, implica que mesmo anos sob influência da La Niña podem ser mais quentes do que períodos anteriores. A vigilância dos Serviços Meteorológicos e Hidrológicos Nacionais será crucial para monitorizar a evolução destas condições atmosféricas contrastantes nos próximos meses.
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Fontes
Zaujímavý Svet
Winter 2025/2026 Forecast for Europe: From Very Warm to Extremely Cold (from NAO+ to NAO-)
Europe Week 2-4 Outlook: Lack of Snow Cover Helps to Inspire Warm December
Christmas 2025 will be marked by an unstable and colder than usual weather in much of Spain
10-day trend: Turning drier and a little chillier into Christmas week - Met Office
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