Força Muscular das Pernas Essencial para Longevidade e Saúde Metabólica, Afirmam Especialistas
Editado por: Olga Samsonova
O fortalecimento da musculatura das pernas é um fator crucial para a promoção da saúde cardiovascular e metabólica, elementos centrais para estender a longevidade, segundo a avaliação de médicos especialistas. O Dr. Jeremy London, cirurgião cardiotorácico com mais de 25 anos de experiência clínica, salienta que a massa muscular, particularmente nos grandes grupos musculares da parte inferior do corpo, funciona como um preditor fundamental da saúde geral. O músculo esquelético é, inclusive, considerado o "órgão da longevidade". A inatividade física, um desafio crescente em nações como Portugal, onde aproximadamente 73% da população adulta não exercita atividade física regularmente, conforme dados do Eurobarómetro de 2022, compromete o desenvolvimento muscular, o que pode impactar negativamente a autonomia futura.
A ativação dos grupos musculares extensos localizados nas pernas gera benefícios sistêmicos significativos. O treinamento de força focado nesses membros otimiza o controle da glicose, auxiliando na gestão eficaz do açúcar no sangue e, consequentemente, reduzindo o risco de distúrbios metabólicos como o diabetes tipo 2. Isso ocorre porque o músculo esquelético é responsável por regular mais de 75% da depuração de glicose mediada por insulina. Além disso, o exercício resistido contribui para a melhoria do perfil lipídico, auxilia na redução da pressão arterial e diminui a inflamação sistêmica no organismo. A contração muscular também ativa vias neurobiológicas específicas que potencializam a produção de óxido nítrico, um composto vital para a saúde vascular devido à sua capacidade de promover o relaxamento e a dilatação dos vasos sanguíneos.
O impacto da força das pernas estende-se além da esfera metabólica, influenciando a função cognitiva e a prevenção da fragilidade na velhice. Um estudo de acompanhamento de dez anos realizado pelo King's College de Londres, que envolveu 324 mulheres gêmeas, demonstrou que as participantes com maior força nas pernas no início da pesquisa apresentaram um declínio cognitivo consideravelmente menor em comparação com suas irmãs mais fracas. A melhoria na circulação sanguínea decorrente do fortalecimento das pernas otimiza o suprimento de oxigênio e nutrientes essenciais ao cérebro, um fator crucial para a preservação das funções cognitivas.
A perda de massa muscular, que pode variar entre 1% a 2% ao ano após os 50 anos, conforme alerta Talita Cezareti, especialista em Gerontologia, compromete a estabilidade estrutural do corpo, comparando-se a pilares enfraquecidos de uma edificação. A abordagem da "medicina centrada no músculo" reposiciona o tecido muscular esquelético como um órgão endócrino de grande importância, transcendendo a estética, que é uma motivação comum, mas secundária. O músculo esquelético representa entre 30% a 50% da massa corporal total em um indivíduo saudável. Manter essa massa muscular constitui um investimento direto na autonomia futura, prevenindo quedas, que são uma causa principal de acidentes graves na terceira idade, e assegurando a capacidade de realizar tarefas cotidianas como subir escadas ou transportar compras.
O Dr. London, focado em orientações baseadas em evidências para a saúde cardíaca, recomenda o treinamento de resistência como um dos pilares da longevidade, ao lado de uma nutrição adequada e sono de qualidade. A sarcopenia, caracterizada pela perda progressiva de massa e força muscular associada ao envelhecimento, pode ser combatida por meio de exercícios de força, que estimulam a hipertrofia e o fortalecimento das unidades motoras funcionais.
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Fontes
The Business Standard
Hindustan Times
The Business Standard
The Business Standard
The Doctor's Kitchen
Oprah Daily
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