Turismo 2026: Como as Restrições Estão Impulsionando Novos Destinos Globais

Autor: Irina Davgaleva

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O setor de turismo global entra em 2026 enfrentando uma demanda sem precedentes e uma nova configuração geográfica. Enquanto algumas nações tradicionais tentam gerir o excesso de visitantes com medidas restritivas, outros países aproveitam a oportunidade para atrair fluxos turísticos. Nesse cenário, as barreiras de vistos nos Estados Unidos e as políticas contra o excesso de turismo em cidades europeias estão transformando destinos menos óbvios — como Brasil, Egito, Etiópia e Butão — em novas estrelas do cenário internacional.

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De acordo com o relatório mais recente da UN Tourism (2025), o volume de viagens internacionais ultrapassou a marca de 1,5 bilhão. Para o ano de 2026, projeta-se uma expansão adicional de 3% a 4% em comparação ao ano anterior. A Europa continua sendo a região mais visitada do planeta, registrando quase 800 milhões de chegadas e um crescimento de cerca de 6% em relação a 2024, embora os saltos mais expressivos estejam ocorrendo fora dos circuitos clássicos.

A dinâmica atual é notável e revela novos protagonistas no mapa das viagens internacionais:

  • O Brasil registrou um aumento de 37% no número de turistas internacionais, o que representa aproximadamente 5 milhões de visitantes adicionais em um único ano;
  • O Egito apresentou um crescimento de 20%;
  • A Etiópia avançou 15%;
  • O Butão teve uma alta expressiva de 30%.

Essas nações estão consolidando uma nova onda de destinos com identidade forte, onde ainda não há saturação turística, mas existe uma oferta rica de cultura, natureza e a sensação genuína de descoberta. As Seicheles também acompanham essa tendência com um crescimento de 13%, confirmando que muitos viajantes estão optando deliberadamente por locais mais remotos e exclusivos em vez de capitais superlotadas.

O paradoxo de 2026 reside no fato de que os Estados Unidos, um dos destinos mais cobiçados, correm o risco de perder milhões de visitantes justamente no ano em que sediam a Copa do Mundo e se preparam para as Olimpíadas de 2028. Especialistas alertam que novas taxas de visto, proibições de entrada para cidadãos de mais de dez países e inspeções rigorosas — incluindo análise de redes sociais e dispositivos eletrônicos — estão desestimulando turistas.

O setor de turismo americano adverte que a manutenção dessas barreiras pode resultar em perdas de bilhões de dólares, desperdiçando uma oportunidade única de renovar a imagem do país. Simultaneamente, o governo federal investe pesadamente: são mais de 1,6 bilhão de dólares na modernização da infraestrutura e 12,5 bilhões de dólares na atualização do sistema nacional de controle de tráfego aéreo para lidar com o pico de demanda.

A Europa também está redefinindo sua relação com o turismo de massa. Destinos populares estão implementando regras para gerenciar o fluxo de pessoas, priorizando a qualidade da experiência sobre a quantidade de visitantes. Em Dubrovnik, por exemplo, sistemas de monitoramento por vídeo controlam o acesso à Cidade Velha, permitindo restrições de entrada sempre que o limite de capacidade é atingido para proteger o patrimônio histórico.

Em Santorini, as autoridades locais discutem a implementação de limites e taxas focadas principalmente em navios de cruzeiro. O objetivo é suavizar os horários de maior pico e evitar o congestionamento perigoso em ruelas estreitas e no teleférico. Para o turista, isso exige uma nova estratégia de planejamento: chegar mais cedo, sair mais tarde e buscar horários alternativos para explorar as atrações, respeitando as novas normas locais.

Com o endurecimento das regras nos centros tradicionais, cresce o interesse por países que fortalecem sua infraestrutura mantendo a autenticidade. No Egito, a inauguração do Grande Museu Egípcio, próximo ao planalto de Gizé, tornou-se um motor fundamental para o setor, consolidando o país como um líder no turismo do Oriente Médio e atraindo uma nova leva de visitantes interessados em história e modernidade.

O Brasil se destaca pela combinação de belezas naturais, eventos urbanos vibrantes e a expansão de sua malha aérea internacional. A Etiópia atrai pelo seu mix cultural e natural único, enquanto o Butão reforça seu modelo de turismo consciente e controlado. Esses destinos criam um novo ideal de viagem: menos aglomerações, mais significado e autenticidade, mantendo o conforto necessário para atrair não apenas aventureiros, mas o público em geral.

A UN Tourism prevê que o crescimento de 3% a 4% em 2026 será influenciado não apenas pela qualidade de hotéis e praias, mas pela forma como os países recebem seus visitantes. A facilidade de obtenção de vistos, a agilidade nas verificações digitais e as regulamentações locais serão fatores determinantes para o sucesso de um destino na nova economia do turismo.

Para os viajantes, 2026 será o ano da escolha estratégica. Os roteiros devem ser planejados considerando não apenas o apelo visual das redes sociais, mas também a burocracia de entrada e as restrições locais. Aqueles dispostos a explorar além dos ímãs tradicionais, como Nova York ou os balneários saturados do Mediterrâneo, terão a chance de descobrir o Butão, a Etiópia e novas regiões do Brasil e do Egito.

O sucesso da temporada de 2026 mostrará se este será um ponto de virada definitivo no mapa turístico mundial. Para o jornalismo especializado, o tema oferece um material rico: em vez das listas habituais de praias, o foco agora recai sobre como o mundo aprende a acolher mais visitantes ao mesmo tempo em que estabelece limites claros onde a capacidade máxima já foi atingida.

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Fontes

  • Доклад о росте международного туризма на 4% в 2025 году (1,52 млрд поездок), прогноз на 2026-й (+3–4%), данные по Европе (793 млн приездов) и лидерам роста.

  • Доклад о росте международного туризма на 4% в 2025 году (1,52 млрд поездок), прогноз на 2026-й (+3–4%), данные по Европе (793 млн приездов) и лидерам роста.

  • Анализ направлений с максимальным приростом туристов: Бразилия (+37%), Египет (+20%), Эфиопия (+15%), Бутан (+30%).

  • Влияние новых визовых сборов, запретов и проверок соцсетей на туризм перед ЧМ-2026 и Олимпиадой-2028.

  • Ограничения в Дубровнике (камеры, лимиты входа) и Санторини (сборы с круизов, управление пиковыми часами).

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