Terapia do Movimento com Dança: Fundamentos, Evolução e Integração Mente-Corpo
Editado por: Olga Samsonova
A Terapia do Movimento com Dança (DMT) estabelece-se como uma disciplina psicoterapêutica que utiliza o movimento corporal como um vocabulário intrínseco para a externalização de mundos internos, promovendo uma integração holística entre a corporalidade e a criatividade mental. Esta abordagem reconhece a inseparabilidade entre corpo e mente, empregando o movimento para revelar conteúdos internos que frequentemente resistem à expressão verbal, um princípio apoiado por investigações sobre comunicação não-verbal e a relação mente-corpo.
A prática visa a integração emocional, cognitiva, física e social do indivíduo, constituindo um caminho para a saúde e o crescimento pessoal focado no movimento, em contraste com psicoterapias tradicionais centradas na palavra. O arcabouço técnico da DMT engloba a exploração de diversas formas de movimento, como as orientações vertical, circular e horizontal, que servem para narrar posturas e estados afetivos, construindo significado através da manipulação do tempo e do espaço vivenciados. O foco terapêutico integra aspectos energéticos cruciais para o estabelecimento de equilíbrio, concentração e dinamismo, todos enraizados no ritmo intrínseco do corpo.
Este processo dialético entre o psíquico e o corporal é fundamental para o fortalecimento da energia e da força física por meio de ações motoras conscientes e intencionais. Práticas como a Dança Circular, que utiliza movimentos rítmicos para promover o ser de forma integral, são indicadas para o manejo de condições como depressão e ansiedade, além de contribuírem para a melhoria da autoestima.
As bases teóricas da Dança Movimento Terapia remontam a pioneiras notáveis como Martha Graham e Mary Whitehouse, cujos trabalhos estabeleceram os alicerces que ainda hoje informam a DMT como uma técnica psicoterapêutica essencial no tratamento de traumas e no desenvolvimento pessoal. A profissão surgiu nos Estados Unidos na década de 1940, baseando-se em teorias como a psicologia humanista, a fenomenologia e a Gestalt-terapia. Outras figuras influentes no campo do movimento e da dança terapêutica incluem Marian Chace e Rudolf Laban, este último tendo influenciado a educação somática.
A atuação clínica da DMT distingue-se de outras danças terapêuticas, como a Biodanza de Rolando Toro, por exigir profissionais com formação tanto em psicologia quanto em movimento. As aplicações clínicas são vastas, abrangendo desde a intervenção em transtornos de humor, ansiedade e depressão, até o suporte em casos de estresse pós-traumático, dismorfia corporal e dificuldades sensoriais, sendo também utilizada em populações com autismo e deficiências físicas. Estudos indicam que a DMT pode ser efetiva na melhoria da qualidade de vida e no combate ao isolamento social em pacientes, por exemplo, com Parkinson, auxiliando no equilíbrio e na postura.
As tendências contemporâneas sinalizam uma convergência entre os fundamentos estabelecidos da DMT e o avanço de inovações tecnológicas, embora a essência da prática permaneça centrada na expressão emocional livre e na cura através do movimento. Este cenário reflete um deslocamento do foco na saúde, da mera reabilitação para a otimização do movimento e do bem-estar holístico. A integração de tecnologias digitais e modelos híbridos de atendimento, em consonância com a regulamentação de áreas correlatas, como a Fisioterapia no Brasil pela Resolução COFFITO nº 619/2025, sugere um futuro onde a DMT poderá expandir seu alcance e a precisão de suas intervenções, mantendo a primazia da experiência corporal autêntica como motor da transformação.
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Fontes
Acento
Formación en Danzaterapia 2026 (Online)
Danza terapia: permite conectar y navegar por varias emociones - YouTube
Danzaterapia: orígenes y fundamentos
Danza Movimiento Terapia: el cuerpo como puente hacia el inconsciente - Blog CJ
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