EUA Aprovam Venda de US$ 11,1 Bilhões em Armamentos a Taiwan em Meio a Oposição Chinesa
Editado por: gaya ❤️ one
Os Estados Unidos formalizaram a aprovação de um pacote de venda de armamentos a Taiwan, no valor de US$ 11,1 bilhões, conforme noticiado em 18 de dezembro de 2025. Esta transação representa o maior volume de material bélico destinado à ilha autônoma por Washington e marca o segundo anúncio de venda sob a administração do Presidente Donald Trump desde seu retorno ao cargo em janeiro de 2025. A proposta, atualmente em fase de notificação ao Congresso dos EUA para revisão, visa fortalecer as capacidades de dissuasão de Taiwan diante da crescente pressão militar e diplomática exercida por Pequim.
O acordo abrange oito categorias de equipamentos focados no desenvolvimento de capacidades de "guerra assimétrica" para Taiwan, consideradas essenciais para uma defesa resiliente contra um adversário de maior porte. Entre os itens principais estão 82 Sistemas de Foguetes de Artilharia de Alta Mobilidade (HIMARS) e 420 Sistemas de Mísseis Táticos do Exército (ATACMS), sistemas que ganharam projeção internacional pelo seu uso na Ucrânia. A lista também inclui 60 sistemas de obuseiros autopropulsionados, mísseis antitanque Javelin, drones de munição de ataque Altius, além de software militar e peças de reposição para aeronaves, como kits de recondicionamento para mísseis Harpoon.
O Departamento de Estado dos EUA justificou a transação como um suporte à modernização das forças taiwanesas, afirmando que a medida serve aos interesses nacionais, econômicos e de segurança americanos. Em resposta, o Ministério das Relações Exteriores da China, por meio do porta-voz Guo Jiakun, condenou a ação como uma violação grave do princípio de Uma Só China e dos comunicados conjuntos sino-americanos. Pequim advertiu que o fornecimento mina a paz e a estabilidade no Estreito de Taiwan, prometendo adotar "medidas enérgicas" para proteger sua soberania e acusando Washington de incentivar o separatismo.
O Ministério da Defesa chinês, em comunicado divulgado na sexta-feira, 19 de dezembro, instou os Estados Unidos a cessarem imediatamente o fornecimento de armamentos. Em contrapartida, o governo de Taiwan, liderado pelo Presidente William Lai Ching-te e pelo partido DPP, manifestou gratidão pela parceria com Washington, encarando o pacote como um reforço fundamental à sua autodefesa. Paralelamente, Taipé mantém seu plano de fortalecimento orçamentário, com a projeção de que o orçamento de defesa para 2026 ultrapasse 3,32% do Produto Interno Bruto (PIB), o que equivale a aproximadamente NT$ 949,5 bilhões, ou US$ 31,1 bilhões.
Analistas observam que a administração Trump, em seu segundo mandato, parece priorizar uma estratégia de dissuasão material robusta, indicando uma menor propensão a oferecer apenas suporte político simbólico a Taiwan. A dependência taiwanesa de armamentos americanos, estabelecida pela Lei de Relações com Taiwan e pelas Seis Garantias, permanece central para sua estratégia de sobrevivência frente à disparidade de recursos com o Exército de Libertação Popular. A aprovação bipartidária no Congresso dos EUA para este tipo de pacote é historicamente sólida, tornando a concretização da venda altamente provável, apesar da escalada retórica de Pequim, sublinhando Taiwan como um ponto nevrálgico nas relações internacionais contemporâneas.
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Fontes
Deutsche Welle
CBC News
Taipei Times
Euractiv
FDD
CNA
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