Gigantes da Tecnologia Focam em Óculos Inteligentes de Uso Diário para 2026

Editado por: Tetiana Pin

Os óculos com inteligência artificial do Google chegarão em 2026 A empresa também está trabalhando em um segundo modelo de óculos inteligentes

O ano de 2026 marca uma realocação estratégica no setor de tecnologia, com grandes corporações priorizando o desenvolvimento de óculos inteligentes discretos para o consumo de massa, distanciando-se dos volumosos headsets de realidade virtual. Esta mudança reflete a percepção de que a usabilidade e a integração com a Inteligência Artificial (IA) são cruciais para a adoção generalizada, um caminho evidenciado pelo desempenho da Meta e pelos novos movimentos do Google e da Apple. Apesar dos desafios em conciliar funcionalidades avançadas com um design adequado para o uso cotidiano, o volume de investimentos no segmento começa a gerar resultados concretos.

A Meta permanece como um agente central na popularização desta categoria, continuando sua colaboração com a EssilorLuxottica para a linha Ray-Ban Meta Smart Glasses. A procura por esses óculos habilitados para IA demonstrou robustez, com a empresa reportando a venda de uma estimativa de 15.000 unidades dos Ray-Ban Meta Display Glasses, com preço inicial de 800 dólares, no último trimestre de 2025. A força da demanda nos Estados Unidos levou a Meta a suspender o lançamento internacional em janeiro de 2026, a fim de priorizar a satisfação dos pedidos existentes devido a restrições na cadeia de suprimentos. Em resposta, a EssilorLuxottica projetava aumentar sua capacidade anual de produção para 10 milhões de unidades até o fim de 2026. Contudo, o projeto mais ambicioso da Meta, os óculos de realidade mista codinome "Phoenix", teve seu lançamento postergado do final de 2026 para o primeiro semestre de 2027, visando um produto final mais polido após os investimentos no metaverso.

Em paralelo, o Google está executando um retorno estratégico ao mercado em 2026, apresentando duas variantes de óculos inteligentes com IA, desenvolvidas em parceria com a Samsung, a Gentle Monster e a Warby Parker. Estes dispositivos utilizarão o sistema operacional Android XR com integração nativa da IA Gemini. O primeiro modelo será estritamente focado em áudio, priorizando a assistência sem tela, como a tradução em tempo real, com lançamento previsto para 2026. Uma segunda iteração incluirá um display integrado para funcionalidades visuais, como navegação, mas esta versão ainda não possui uma data de lançamento definida, contrastando com a tentativa anterior do Google Glass em 2013, que não definiu um público-alvo claro.

A Apple, por sua vez, está reavaliando suas prioridades, aparentemente despriorizando o desenvolvimento de seu dispositivo de computação espacial de alto custo em favor da categoria de óculos inteligentes voltados ao consumidor. Relatos indicam que o trabalho em uma versão mais acessível do Apple Vision Pro foi temporariamente suspenso para realocar engenheiros ao desenvolvimento acelerado de óculos inteligentes. O Vision Pro original, lançado em 2024, enfrentou dificuldades devido ao custo e vendas abaixo do esperado, levando à paralisação da produção no início de 2025. A Apple agora concentra esforços em seus próprios óculos de moda, com rumores apontando para um anúncio no final de 2026 ou em 2027, dependendo de uma versão aprimorada da Siri, a Siri 2.0, esperada para a primavera de 2026. A primeira versão da Apple não deve ter um display, visando competir com o modelo básico da Meta, embora uma variante com tela já esteja em desenvolvimento.

O panorama geral para 2026 aponta para um mercado consumidor com opções mais segmentadas, separando dispositivos focados em utilidade prática imediata, como os óculos de áudio, dos complexos dispositivos de computação espacial. Essa migração para óculos leves e orientados por IA é vista por executivos como o próximo avanço significativo na computação pessoal. A Qualcomm ressalta que a miniaturização da tecnologia embarcada nesses dispositivos, que interpretam o ambiente do usuário, está impulsionando uma transformação nos eletrônicos de consumo. A competição se intensifica, com a Meta liderando o mercado de óculos com IA, detendo mais de 73% das remessas no primeiro semestre de 2025, impulsionada pelo sucesso da linha Ray-Ban AI, enquanto empresas chinesas como Huawei, RayNeo e Xiaomi também se estabelecem como concorrentes relevantes.

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Fontes

  • Business Insider

  • Mashable

  • nextpit

  • MacRumors

  • TechRepublic

  • Business Insider

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