Ditadura da qualidade: como a culinária "slow" de Hong Kong assumiu a liderança na Ásia

Autor: Svetlana Velhush

Destaques de Asia's 50 Best Restaurants 2026

Em 25 de março de 2026, no hotel Kerry em Hong Kong, o restaurante The Chairman recuperou o primeiro lugar no ranking Asia’s 50 Best Restaurants. Trata-se da repetição do êxito alcançado em 2021.

O segundo lugar ficou com o Wing, do chef Vicky Cheng. Pela primeira vez, Hong Kong garantiu uma dobradinha nos lugares 1 e 2, superando Tóquio e Banguecoque.

O segredo do sucesso do The Chairman reside num conservadorismo radical. O restaurante atualiza o seu menu com, no máximo, cinco pratos novos por ano, mantém uma equipa "vintage" com uma idade média de 52 anos e preserva receitas da culinária cantonesa centenária. O caranguejo em vinho Shaoxing envelhecido recebe elogios especiais.

O fundador Danny Yip sublinhou que a vitória é particularmente valiosa por ter ocorrido na sua cidade natal: "Este prémio é um mérito da minha equipa, muitos dos quais trabalham comigo há 17 anos".

Hong Kong confirmou o seu estatuto como capital gastronómica da Ásia. O The Chairman continua a ser um exemplo de que, em 2026, a tradição profunda e a continuidade prevalecem sobre as experiências constantes.

25 de março de 2026, hotel Kerry, Hong Kong.

Pela primeira vez, a cerimónia do Asia’s 50 Best Restaurants realizou-se em Hong Kong — e a cidade não se limitou a acolher o evento, assumindo o protagonismo com autoridade.

O lendário The Chairman (do chef e fundador Danny Yip) voltou a ser o n.º 1 da Ásia. Esta é a sua segunda vitória após o triunfo de 2021. A medalha de prata foi conquistada de forma sensacional pelo Wing, do chef Vicky Cheng. Hong Kong alcançou uma dobradinha histórica (1–2), deixando para trás Tóquio, Banguecoque e Seul.

Por que razão o conservadorismo venceu a era das experiências intermináveis?

Enquanto a maioria dos chefs de renome altera o menu todos os meses e compete em truques moleculares, o The Chairman nada contra a corrente:

  • Atualiza o menu com no máximo 5 novos pratos por ano.
  • Mantém uma "equipa vintage" — a idade média dos funcionários é de 52 anos e muitos trabalham com Danny Yip há mais de 17 anos.
  • Cozinha com produtos da sua própria quinta e utiliza receitas com centenas de anos, mas com uma adaptação minuciosa para o cliente moderno.

O resultado é um sabor impecável e profundo da cozinha cantonesa clássica, impossível de falsificar. O destaque vai para o emblemático caranguejo em vinho Shaoxing envelhecido — o seu segredo reside precisamente na continuidade entre gerações.

Danny Yip, ao receber o prémio no palco da sua cidade natal, não escondeu a emoção: "É um sentimento incrível. Em 2021, fomos os primeiros durante a pandemia e não pudemos subir ao palco. Agora estamos aqui, na nossa Hong Kong, e esta é a melhor das vitórias. A minha equipa é composta por verdadeiros mestres. Este prémio é inteiramente mérito deles".

Hong Kong — a nova superpotência gastronómica

  • The Chairman — n.º 1 da Ásia e melhor restaurante de Hong Kong.
  • Wing — n.º 2 (uma interpretação moderna das tradições chinesas com precisão francesa).
  • Vários restaurantes de Hong Kong entraram diretamente no top 50.

A cidade provou que a tradição profunda aliada a uma adaptação precisa à atualidade vence categoricamente a experimentação pura. A escola de Hong Kong está novamente no topo.

A principal tendência para 2026–2027 a memorizar

A "gastronomia lenta" e o verdadeiro valor da experiência estão de volta à moda. Enquanto todos perseguem a novidade e a foto viral no prato, vencem aqueles que preservam a alma da cozinha através das pessoas e do tempo.

O The Chairman não é apenas um restaurante. É um verdadeiro manifesto: o sabor autêntico não nasce num laboratório, mas nas mãos de mestres que trabalham juntos há décadas.

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Fontes

  • The World’s 50 Best Restaurants

  • Tatler Asia (Ведущее издание о стиле жизни в Азии)

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