Reavaliação Psicológica do Ciúme e o Contágio do Sorriso na Confiança Social
Editado por: Olga Samsonova
Pesquisas psicológicas atuais estão reavaliando o ciúme, reposicionando-o de uma falha pessoal para um mecanismo emocional com função protetora. Especialistas indicam que essa emoção surge da percepção de uma ameaça à perda de um vínculo ou bem de valor, atuando como um chamado à ação para a preservação do que é estimado. A conotação social negativa historicamente atribuída ao ciúme é frequentemente ligada à confusão conceitual com o sentimento de vergonha, segundo análises da área.
Em níveis moderados, o ciúme pode apresentar uma função adaptativa, motivando o indivíduo a afastar potenciais rivais e a aumentar a vigilância sobre o parceiro, comunicando, assim, um nível de compromisso com a relação. No entanto, quando o ciúme se torna crônico, frequentemente enraizado em experiências precoces de desvalorização ou em traições subsequentes, pode manifestar-se fisicamente como um estado de estresse persistente, com impacto negativo nas funções corporais. A gestão eficaz dessa intensidade emocional requer a identificação de sua origem fundamental e o estabelecimento de um ambiente relacional seguro que promova o diálogo aberto sobre as vulnerabilidades inerentes à conexão humana.
Estudos apontam que o ciúme patológico, caracterizado por reações desproporcionais, necessita de intervenção clínica especializada para restaurar o equilíbrio emocional e social do indivíduo. A professora Maria de Nazaré Pereira da Costa, da UFMA, investigou o comportamento emocional ciumento, propondo uma análise que distingue comportamentos agressivos como uma topografia específica do ciúme, e não uma consequência separada. A superação dessas dinâmicas depende da criação de um espaço seguro para a comunicação das vulnerabilidades, tratando o ciúme como um sintoma a ser decodificado.
Em paralelo, a psicologia social confirma a força da mímica emocional não consciente, com destaque para o fenômeno do contágio do sorriso. Investigações demonstram que a imitação da alegria ocorre com maior frequência do que a de emoções como tristeza ou raiva. Essa replicação automática correlaciona-se diretamente com a elevação dos níveis de confiança e com avaliações de caráter mais positivas do indivíduo que sorri. Pesquisas, como a liderada por Nicholas Cole, da Stanford University, envolvendo mais de 3,8 mil participantes em 19 países, comprovaram que o ato de sorrir, mesmo mecanicamente, aumenta a felicidade e a gentileza, sustentando a hipótese do feedback facial.
O sorriso atua como um sinal social rápido, indicando disponibilidade para cooperação e reduzindo a probabilidade de agressão, um mecanismo evolutivo que facilita a formação de laços. O efeito contagiante abrange camadas perceptivas, motoras e afetivas, ativando o espelhamento facial e promovendo a empatia. A confiança na sociedade, inversamente relacionada a emoções negativas, é estimulada pela segurança gerada por interações positivas, fomentando a cooperação mútua.
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Fontes
Svet24.si - Vsa resnica na enem mestu
Nuevatribuna
Slovenska krovna zveza za psihoterapijo
MOD butična agencija - MOD MAJA Ojsteršek
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