Em resposta aos recentes e devastadores ataques aéreos russos contra Kyiv, que causaram pelo menos 23 mortos civis e danos significativos, a França e a Alemanha anunciaram um reforço substancial no fornecimento de sistemas de defesa aérea à Ucrânia.
A decisão foi comunicada após um encontro entre o Presidente francês Emmanuel Macron e o Chanceler alemão Friedrich Merz em Toulon, França, a 29 de agosto de 2025. Os líderes europeus expressaram uma postura firme, afirmando que, apesar dos esforços diplomáticos internacionais, a Rússia demonstra pouca intenção de cessar a sua agressão.
Paralelamente, a União Europeia, através da sua Alta Representante para os Assuntos Externos, Kaja Kallas, indicou um amplo apoio entre os ministros da defesa da UE para expandir a missão de treino militar europeia dentro da Ucrânia. Esta expansão está, contudo, condicionada a um cessar-fogo, sinalizando uma estratégia de envolvimento a longo prazo.
Kallas enfatizou a necessidade de a Europa assumir um papel mais proeminente na segurança ucraniana, alinhando-se com as expectativas dos Estados Unidos, que têm apelado a uma maior partilha de responsabilidades por parte dos aliados europeus. A missão de treino da UE, que já capacitou cerca de 80.000 soldados ucranianos desde 2022, poderá assim estender o seu mandato para incluir formação e aconselhamento diretamente em território ucraniano.
Os ataques recentes, que também danificaram a delegação da UE na capital ucraniana, intensificaram o debate sobre a eficácia da cooperação europeia em segurança. A França e a Alemanha não só prometeram mais apoio em defesa aérea, mas também anunciaram a intenção de aprofundar um diálogo estratégico sobre dissuasão nuclear.
Ambos os países defenderam ainda a imposição de sanções secundárias mais rigorosas contra entidades que apoiem o esforço de guerra russo, visando aumentar a pressão sobre Moscovo para que retorne à mesa de negociações. Esta iniciativa conjunta demonstra uma convergência de intenções entre as duas maiores economias europeias, visando fortalecer as capacidades defensivas da Ucrânia e redefinir o papel da Europa na arquitetura de segurança global.