Os Estados Unidos anunciaram a revogação e recusa de vistos para autoridades da Organização para a Libertação da Palestina (OLP) e da Autoridade Palestina (AP), impedindo sua participação na Assembleia Geral das Nações Unidas em setembro de 2025.
A decisão, comunicada pelo Departamento de Estado americano, justifica a medida pela alegação de que as entidades palestinas não cumpriram seus compromissos e minaram as perspectivas de paz na região. O Secretário de Estado, Marco Rubio, afirmou que a ação está em conformidade com a lei americana e que é de interesse nacional dos EUA responsabilizar a OLP e a AP por suas ações.
Embora indivíduos específicos não tenham sido nomeados, a medida levanta questionamentos sobre a presença do Presidente da AP, Mahmoud Abbas, que tradicionalmente discursa na Assembleia Geral. A missão diplomática permanente palestina na ONU, no entanto, terá uma isenção devido ao acordo com a sede da ONU.
Esta ação diplomática dos EUA ocorre em um momento de crescente apoio internacional ao reconhecimento do Estado palestino, com países como França, Reino Unido, Austrália e Canadá expressando disposição para tal reconhecimento. A decisão americana foi recebida com agradecimento por Israel, cujo Ministro das Relações Exteriores, Gideon Saar, elogiou a postura dos EUA em exigir responsabilidade das lideranças palestinas.
As sanções impostas pelos EUA em julho de 2025 contra funcionários da AP e da OLP, sob as mesmas justificativas de minar os compromissos de paz e apoiar o terrorismo, precederam esta recente medida. As acusações incluem a internacionalização do conflito através de ações em tribunais internacionais como o TPI e a CIJ, além de incitação à violência e apoio financeiro a terroristas.
A política de vistos dos EUA tem sido um ponto de atrito, com o governo americano também anunciando restrições a vistos de estudantes e jornalistas em outras ocasiões. A situação complexa e as dinâmicas diplomáticas em torno do conflito israelo-palestino continuam a moldar as relações internacionais, com esta decisão dos EUA adicionando uma nova camada de tensão ao cenário, especialmente considerando os esforços de várias nações para promover o reconhecimento de um Estado palestino no palco global.