O sistema de navegação por satélite Galileo, um componente fundamental da infraestrutura europeia, está a expandir e a aprimorar as suas capacidades com a introdução dos satélites de segunda geração (G2). Estes avanços prometem maior precisão, fiabilidade e novas funcionalidades para os mais de cinco mil milhões de utilizadores globais.
Em dezembro de 2023, a Airbus iniciou a produção em larga escala de seis satélites Galileo de Segunda Geração (G2) nas suas instalações na Alemanha. Estes satélites de ponta, que incluem cargas úteis totalmente digitais, propulsão elétrica e antenas de navegação mais potentes, estão a ser desenvolvidos para reforçar as capacidades do sistema Galileo. A primeira geração de satélites Galileo, que continua a servir os utilizadores em setembro de 2025, tem sido fundamental na entrega de informações precisas de posicionamento e tempo em diversos setores.
O progresso na constelação Galileo é evidente com os lançamentos recentes. Em abril de 2024, dois novos satélites Galileo foram colocados com sucesso em órbita, aumentando a robustez do sistema. Após uma série de testes em órbita, estes satélites entraram em serviço a 5 de setembro de 2024, operados pela Agência da União Europeia para o Programa Espacial (EUSPA). Estes desenvolvimentos sublinham o compromisso contínuo da Agência Espacial Europeia (ESA) e dos seus parceiros em garantir que o Galileo atende às crescentes exigências globais.
O lançamento dos primeiros satélites Galileo de Segunda Geração está previsto para 2026, utilizando o foguetão Ariane 6. Este marco representa um passo significativo na evolução do sistema, com doze satélites G2 em produção, seis dos quais pela Airbus e seis pela Thales Alenia Space. Estes novos satélites foram concebidos para oferecer uma precisão sem precedentes, com relógios atómicos aprimorados e capacidades de comunicação inter-satélite, podendo a precisão de posicionamento global atingir níveis decimétricos.
O investimento contínuo na Galileo reflete a sua importância estratégica. Estima-se que 10% do PIB anual da UE dependa da navegação por satélite, um valor que se prevê aumentar. A expansão da constelação Galileo, com a introdução dos satélites G2, não só melhora a disponibilidade e a robustez da navegação, mas também abre novas oportunidades de mercado para empresas europeias, PMEs e empreendedores.
A dedicação à inovação e segurança é evidente, com o sistema a tornar-se cada vez mais resiliente e a oferecer novas funcionalidades, como a autenticação da mensagem de navegação do Serviço Aberto (OSNMA), que protege contra a falsificação de sinais. Com mais de 4 mil milhões de recetores já habilitados para Galileo, o sistema europeu de navegação por satélite continua a sua trajetória de crescimento e aprimoramento, solidificando a sua posição como um componente crítico para a navegação global e um impulsionador de avanços tecnológicos em inúmeros setores.


