Bem-Estar Emocional Determina o Êxito de Viagens com Animais de Estimação
Editado por: Olga Samsonova
A crescente popularidade do turismo com animais de estimação estabelece que o sucesso da jornada transcende os cuidados físicos básicos, focando crucialmente no bem-estar psicológico de cães e gatos. Profissionais da área sublinham a importância de decifrar a comunicação não verbal dos pets, especialmente os sinais de apreensão manifestados ao confrontar novos cenários e alterações na rotina diária.
A médica-veterinária Vanessa Genari, do Hospital Veterinário Taquaral, explica que a cinetose, ou enjoo de movimento, pode ser agravada pelo estresse emocional, visto que muitos animais associam o carro a experiências desagradáveis, como visitas ao veterinário. A fase de preparação prévia à viagem é fundamental para solidificar a segurança emocional do animal. Medidas simples, como a realização de trajetos curtos de automóvel e a familiarização prévia com o equipamento de transporte, estabelecem um senso de normalidade para o cão ou gato.
Conforme aponta Cleber Santos, especialista em comportamento animal e CEO do Grupo Comportpet, a inclusão de objetos com o odor familiar do lar, como cobertores ou brinquedos prediletos, reforça a sensação de continuidade da rotina, mesmo em um ambiente desconhecido. A zootecnista Paula Kawakami também enfatiza a manutenção de horários consistentes de alimentação e descanso para oferecer previsibilidade, que está intrinsecamente ligada à segurança emocional do pet.
Ao chegar ao destino, é imperativo conceder aos animais a liberdade de explorar o novo espaço em seu próprio ritmo, utilizando o tutor como um ponto de referência de tranquilidade e estabilidade. A criação imediata de um refúgio designado, como a cama habitual, confere um núcleo de segurança no novo ambiente. Forçar a interação em locais desconhecidos ou muito estimulantes pode exacerbar os níveis de ansiedade do animal.
Estudos da Associação Brasileira de Medicina Veterinária indicam que aproximadamente 40% dos cães e 25% dos gatos exibem manifestações de ansiedade durante deslocamentos prolongados, o que pode incluir salivação excessiva e tremores. Em contextos de alta movimentação em áreas públicas, o tutor assume o papel de âncora emocional para mitigar o risco de fugas, que frequentemente são um sintoma de desconexão ou pânico. A manutenção de um vínculo emocional robusto assegura a proximidade do animal, mesmo diante de um excesso de estímulos visuais e sonoros.
É crucial reconhecer sinais de sobrecarga, como respiração acelerada ou bocejos excessivos, que exigem uma interrupção imediata da atividade, oferecendo água e afeto para realinhar o equilíbrio emocional do pet. Destinos praianos exigem precauções adicionais, focando na proteção contra a irritação causada pela areia quente e pela água salgada. Ajustar os horários de passeio para os períodos mais frescos do dia e garantir um fornecimento constante de água potável são medidas essenciais para um aproveitamento seguro e responsável do ambiente pelo animal.
A preparação documental, como a carteira de vacinação atualizada e o atestado sanitário — válido por dez dias a partir da emissão, com a vacina antirrábica aplicada entre 30 dias e um ano antes do embarque, para cães com mais de 3 meses — é um requisito burocrático, conforme detalhado pela Doctor Vet. A cinetose, mais comum em filhotes, tende a diminuir por volta do primeiro ano de idade em muitos cães, embora algumas raças como boxer, border collie e dachshund possam ter predisposição genética ou anatômica.
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Fontes
Terra
Tribuna PR - Paraná Online
Forum Business Travel
Forbes Brasil
Portal Edicase
Comport Pet Creche & Hotel Pet
Correio Braziliense
Revista Oeste
Portal Cães e Gatos
Biolab
Comport Pet Creche & Hotel Pet
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