O governo neozelandês está propondo uma reforma tributária significativa, com foco na revisão das regras dos Fundos de Investimento Estrangeiro (FIF). O objetivo principal é fortalecer a atração de talentos qualificados e capital estrangeiro, aliviando a carga tributária sobre ganhos de capital não realizados. Espera-se que estas mudanças sejam incluídas no próximo projeto de lei tributária, previsto para agosto de 2025.
As atuais regras dos FIF têm sido criticadas por tributarem ganhos de capital não realizados, o que desencoraja tanto novos migrantes quanto cidadãos neozelandeses que retornam. A proposta introduz um 'método de conta de receita', que tributará apenas dividendos recebidos e 70% dos ganhos de capital concretizados em investimentos feitos antes da obtenção da residência fiscal no país. Esta medida faz parte de uma estratégia econômica mais ampla da Nova Zelândia, que tem um histórico de reformas econômicas transformadoras, como as dos anos 1980, que criaram um ambiente propício aos negócios.
Em um cenário de recuperação pós-recessão técnica, o governo busca estimular o crescimento econômico através da captação de capital e expertise. Apesar da resiliência econômica demonstrada com um crescimento trimestral acima das expectativas, a atração de investimentos é um pilar estratégico para a prosperidade futura. Paralelamente, o país tem intensificado os esforços para atrair indivíduos de alto patrimônio líquido por meio de programas de visto para investidores, como o 'Active Investor Plus Visa'. Após um período de menor atratividade devido a ajustes anteriores nas regras, o programa tem visto um ressurgimento de interesse, especialmente após a simplificação de requisitos, como a redução do investimento mínimo e a dispensa de proficiência em inglês. Um interesse expressivo tem sido observado por parte de investidores americanos.
No âmbito da atração de talentos, o mercado de trabalho neozelandês em 2025 demonstra uma forte demanda por profissionais qualificados em áreas como tecnologia, saúde e energia renovável. As reformas tributárias propostas complementam esses esforços, visando criar um ambiente mais acolhedor para profissionais globais em busca de progressão de carreira e desenvolvimento. A iniciativa busca atrair não apenas capital, mas também o conhecimento e a experiência que os migrantes agregam, enriquecendo o tecido econômico e social do país.
Para o setor empresarial e para potenciais migrantes e investidores, os próximos passos envolvem a tramitação legislativa da proposta, prevista para agosto de 2025. Espera-se que estas alterações tributárias atuem como um catalisador para o crescimento econômico, promovendo um ecossistema mais dinâmico e competitivo. Ao mitigar barreiras fiscais percebidas, a Nova Zelândia reafirma seu compromisso em ser um polo de inovação e prosperidade, um ambiente onde talentos e capitais podem prosperar.