Trabalho Psicológico Interno Fundamenta Sucesso e Atração em Relacionamentos
Editado por: Olga Samsonova
A construção de um relacionamento significativo e duradouro depende fundamentalmente de um trabalho psicológico interno substancial, centrado no cultivo do amor-próprio e na consolidação da autoconfiança. A autoimagem de um indivíduo, que abrange aspectos psicológicos, preferências e a forma como se aceita a própria trajetória, influencia diretamente as interações interpessoais e molda as escolhas afetivas. Ao investir na autoaceitação, a pessoa estabelece uma base sólida para a autoestima, o que permite a definição de limites saudáveis e a capacidade de exigir um padrão de relacionamento compatível com seu valor, prevenindo a entrada em dinâmicas tóxicas.
Indivíduos que mantêm um padrão contínuo de autodepreciação enfrentam o risco de atrair parceiros cujos comportamentos refletem essa baixa estima interna, indicando uma correlação direta entre o autotratamento e a qualidade do vínculo estabelecido. A baixa autoestima pode fomentar a dependência emocional, na qual o parceiro se torna a fonte exclusiva de validação, gerando um desequilíbrio que tensiona a relação e a torna, frequentemente, insustentável, conforme apontado em análises do campo.
A psicóloga Cleonice Gomes define a autoestima como a percepção de si em todas as esferas da vida, uma construção iniciada na infância e solidificada pelas vivências. A busca incessante por afeto pode exacerbar estilos de apego inseguros, como o ansioso ou o evitativo, culminando em autossabotagem ao inibir a expressão emocional e a conexão genuína necessárias para a intimidade. A Teoria do Apego, formulada inicialmente por John Bowlby entre as décadas de 1950 e 1960, demonstra como as relações primárias com cuidadores estabelecem padrões comportamentais que se manifestam nas relações adultas, sobretudo as românticas.
Pesquisas conduzidas por Cindy Hazan e Phillip Shaver na década de 1980 aplicaram esses conceitos aos adultos, notando que, por exemplo, 19% dos sujeitos apresentavam apego ansioso e 25% apego evitativo. Especialistas em saúde mental confirmam que a postura de desespero atua como um fator de afastamento para o vínculo autêntico; a plenitude e a felicidade devem ser alcançadas internamente primeiro, pois essa energia positiva exerce um poder de atração sobre os outros.
A Dra. Elizabeth Zamerul, autora de obras sobre dependência emocional, observa que a atração por parceiros complexos frequentemente deriva da projeção da necessidade de ser amado em outra pessoa quando o amor próprio está ausente. A autenticidade, cultivada ativamente através da autocompaixão, revela-se um fator crucial, visto que a ocultação da identidade verdadeira atrai indivíduos incapazes de oferecer aceitação genuína. É imperativo que o indivíduo se perceba completo antes de iniciar uma parceria, reconhecendo que o amor deve atuar como um complemento, e não como a conclusão da jornada de autossuficiência.
A autoconfiança, definida como a crença nas próprias capacidades, impulsiona a pessoa a aproveitar melhor as oportunidades e a gerenciar adversidades com maior resiliência, sendo um fator essencial para o bem-estar emocional e o desenvolvimento pessoal. A psicóloga Adele Feltrin ressalta que possuir boa autoestima implica aceitar as imperfeições, afirmando: "eu sou suficiente do jeito que sou, eu me amo, respeito minhas necessidades, meus limites e meus desejos". Assim, o investimento no eu interior constitui a fundação para relações interpessoais mais maduras e satisfatórias.
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Fontes
YourTango
richwomenlookingformen.com
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