Assembleia Geral da ONU aprova resolução histórica em apoio à soberania da Ucrânia no quarto aniversário do conflito

Editado por: Svetlana Velgush

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No dia 24 de fevereiro de 2026, data que marca exatamente o quarto aniversário do início da invasão russa em larga escala, a Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) deu um passo diplomático decisivo ao adotar a resolução intitulada «Apoio a uma Paz Duradoura na Ucrânia». Este momento solene no calendário internacional serviu não apenas como uma lembrança do início das hostilidades, mas como uma plataforma robusta para reafirmar o posicionamento global frente a um dos conflitos mais impactantes do século XXI. A sessão foi pautada por debates que enfatizaram a necessidade urgente de restaurar a ordem internacional baseada em regras e o respeito mútuo entre os Estados soberanos.

Durante o processo de votação no plenário, a resolução obteve o respaldo significativo de 107 países, evidenciando uma maioria consolidada que defende a cessação das hostilidades sob termos justos e equilibrados. Em contrapartida, o texto enfrentou a oposição direta de um bloco composto por 12 nações. Entre os Estados que votaram contra a medida figuram a Rússia, a Bielorrússia, o Irã e a Coreia do Norte (RPDC), além de outros países que mantêm alinhamentos estratégicos e políticos com o governo de Moscou. Essa distribuição de votos ilustra as complexas alianças diplomáticas e as tensões que ainda permeiam o cenário geopolítico mundial quatro anos após o início da guerra.

O conteúdo central do documento aprovado constitui uma defesa vigorosa dos pilares fundamentais do direito internacional contemporâneo. A resolução reitera o compromisso inabalável da comunidade global com a soberania, a independência política, a unidade nacional e a integridade territorial da Ucrânia. É explicitamente mencionado que esses direitos devem ser garantidos e respeitados dentro das fronteiras ucranianas internacionalmente reconhecidas, rejeitando categoricamente qualquer tentativa de alteração territorial ou anexação por meio do uso da força militar ou da coerção.

Um dos pontos mais críticos e urgentes abordados no texto é o clamor por um cessar-fogo imediato. A Assembleia Geral exige que as operações militares sejam interrompidas de forma completa e incondicional, abrindo caminho para negociações diplomáticas que conduzam a uma paz abrangente, justa e duradoura. A resolução destaca que qualquer solução para o conflito deve estar em total conformidade com os princípios estabelecidos na Carta das Nações Unidas, priorizando a justiça para as vítimas e a restauração da estabilidade para as populações civis afetadas pelo prolongado estado de guerra.

A adoção deste documento simboliza a persistência do esforço diplomático multilateral em busca de uma solução pacífica e sustentável para a região. Ao focar na criação de uma paz duradoura, a ONU sinaliza que a comunidade internacional não aceitará um congelamento do conflito que ignore os direitos fundamentais da nação ucraniana ou que valide agressões territoriais externas. A mensagem enviada pela Assembleia Geral é inequívoca: a busca pela paz deve ser pautada pelo respeito absoluto à legalidade internacional, servindo como um guia para futuras ações humanitárias e de reconstrução.

Por fim, a resolução atua como um poderoso instrumento de pressão política, reforçando o isolamento diplomático daqueles que desafiam as normas estabelecidas pela organização internacional. Embora o caminho para a paz definitiva ainda apresente desafios monumentais, o apoio expressivo de mais de uma centena de nações demonstra que a solidariedade com a Ucrânia permanece uma prioridade central na agenda global. O compromisso renovado em 2026 estabelece um novo marco para as discussões sobre a segurança coletiva e a preservação da ordem democrática em todo o continente europeu e além.

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Fontes

  • Público.es

  • MaltaToday.com.mt

  • Listin diario

  • Denník N

  • European Commission and Council leaders visit Kyiv to show support

  • 'Promise of help does not end war,' increased support for Ukraine 'essential': NATO chief

  • In Media Blitz, Zelensky Talks WWIII and Future Ukrainian Elections - Time Magazine

  • Europe is helping Ukraine resist a US push for peace at any price | Chatham House

  • PBS News

  • BBC Russian

  • Al Jazeera

  • The Guardian

  • Newsbook

  • Israel backs United Nations vote voicing support for Ukraine, as US abstains

  • LIVE: UN marks fourth anniversary of Russia's full-scale invasion of Ukraine - UN News

  • UN General Assembly adopts resolution on Ukraine calling for immediate ceasefire - China.org.cn

  • Ukraine war briefing: UN chief says war a 'stain on our collective conscience', as US abstains from vote - The Guardian

  • UN General Assembly adopts resolution on Ukraine calling for immediate ceasefire

  • CBS News

  • Council on Foreign Relations

  • Trading Economics

  • WLRN

  • Fox News

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