Pesquisadores do MIT Solucionam Enigma da Quebra do Espaguete Seco com Aplicação de Torção

Editado por: Vera Mo

A física subjacente à quebra do espaguete seco, um problema científico e culinário persistente, foi elucidada, explicando a tendência da massa de estilhaçar-se em múltiplos fragmentos em vez de partir-se em apenas duas metades ao ser flexionada. A explicação inicial para essa fragmentação múltipla foi proposta em 2005 por físicos franceses, que postularam que a fratura primária desencadeia um efeito de retorno rápido e uma onda de flexão que induz fraturas secundárias. Este trabalho seminal rendeu aos pesquisadores Basile Audoly e Sebastien Neukirch, da Université Pierre et Marie Curie, o Prêmio Ig Nobel de Física em 2006.

Um grupo de investigadores do Massachusetts Institute of Technology (MIT), composto por Jörn Dunkel, Ronald Heisser e Vishal Patil, anunciou a descoberta do método preciso para induzir a quebra do fio de massa em exatamente duas metades. Os cientistas realizaram experimentos rigorosos, dobrando e torcendo centenas de varetas de espaguete Barilla No. 5 e No. 7, utilizando um aparato construído especificamente para a tarefa e registrando o processo a uma taxa de até um milhão de quadros por segundo. O detalhamento do fenômeno revelou que a chave reside na aplicação de uma torção de aproximadamente 270 a 360 graus antes de dobrar lentamente o macarrão, o que neutraliza as vibrações responsáveis pelas quebras múltiplas.

Este problema intrigou cientistas proeminentes, incluindo o laureado com o Nobel Richard Feynman, que investigou a questão antes de 1988, sem sucesso em forçar uma quebra limpa em duas partes. A equipe do MIT, ao aplicar a torção, conseguiu enfraquecer o efeito de retorno rápido, forçando o espaguete a se partir em exatamente dois segmentos, conforme detalhado em seu estudo publicado no Proceedings of the National Academy of Sciences. Vishal Patil, um dos pós-graduandos envolvidos, explicou que a torção divide a energia da fratura, permitindo um controle sobre o processo.

Embora a aplicação prática imediata para a culinária doméstica seja limitada pela precisão exigida para a torção de 270 a 360 graus, a pesquisa transcende a curiosidade de cozinha. Ronald Heisser observou que a compreensão de como controlar essas cascatas de fratura pode ser fundamental para a engenharia de materiais cilíndricos e estruturas multifibras, oferecendo um novo paradigma para o controle de fraturas em engenharia. O estudo valida a aplicação de metodologias científicas avançadas, como a imagem de alta velocidade, em fenômenos cotidianos, transformando uma observação trivial em uma investigação física rigorosa.

O contexto histórico desta investigação remonta ao trabalho de 2005 dos físicos franceses, que, embora explicassem o porquê da quebra múltipla, deixaram em aberto a possibilidade de uma quebra em duas partes, um desafio que o MIT resolveu em sua publicação recente, confirmando a solução em fevereiro de 2026. A metodologia empregada, que envolveu a análise de centenas de amostras e o uso de câmeras de alta velocidade, estabelece um precedente para o estudo de fenômenos de fratura em materiais frágeis.

2 Visualizações

Fontes

  • Amphisciences

  • MIT mathematicians solve age-old spaghetti mystery

  • MIT scientists solve a pasta puzzle, how to break spaghetti in two - CNET

  • Mathematicians solve old mystery about spaghetti breaking - ZME Science

  • Exploring Spaghetti problem - Jadusay

  • MIT Scientists Have Finally Figured Out How to Break Spaghetti Into Just Two Pieces

Encontrou um erro ou imprecisão?Vamos considerar seus comentários assim que possível.