Phillip V. Tobias, alongside his colleague Ronald Clarke, brought to light one of the most intriguing chapters in human evolution with the discovery of "Little Foot," scientifically known as Stw 573. This Australopithecus fossil, unearthed from the depths of Sterkfontein Caves in
Análise Sugere que Fóssil 'Little Foot' (StW 573) Pertence a Australopiteco Não Identificado
Editado por: Aleksandr Lytviak
Uma reavaliação morfológica aprofundada do fóssil de hominídeo conhecido como "Little Foot", formalmente catalogado como StW 573, indica que o espécime pode representar uma linhagem ancestral humana ainda não classificada pela ciência. A pesquisa, publicada no The American Journal of Biological Anthropology, desafia as atribuições anteriores que o associavam ao Australopithecus prometheus ou ao Australopithecus africanus, espécies conhecidas no registro fóssil sul-africano. O Dr. Jesse Martin, principal autor do estudo e pesquisador da Universidade La Trobe, na Austrália, afirmou que as evidências morfológicas apontam para um "parente humano previamente não identificado".
O espécime StW 573 foi recuperado do complexo de cavernas de Sterkfontein, um sítio patrimônio mundial da UNESCO próximo a Joanesburgo, na África do Sul. A descoberta inicial dos ossos do pé remonta a 1994, embora alguns ossos do calcanhar tenham sido coletados já na década de 1980 e estivessem em coleções de museu. A escavação completa, liderada pelo paleoantropólogo Ronald Clarke, estendeu-se por mais de duas décadas, culminando na apresentação do esqueleto quase completo ao público em 2017. A idade estimada do esqueleto StW 573 é de aproximadamente 3,67 milhões de anos, segundo datações cosmogênicas.
A reavaliação taxonômica utilizou escaneamento tridimensional (3D) para mapear e comparar a anatomia do crânio de Little Foot com espécimes de referência, incluindo o A. africanus e o fragmento MLD 1, que serve como espécime-tipo para o A. prometheus. Os pesquisadores identificaram pelo menos cinco distinções anatômicas significativas, notavelmente na base posterior do crânio, uma região evolutivamente estável e crucial para a diferenciação de espécies. O Professor Andy Herries, também envolvido na pesquisa, notou que a classificação anterior como A. prometheus baseava-se em premissas agora questionadas sobre o comportamento desses hominídeos primitivos.
Adicionalmente, os autores do novo trabalho concluíram que não há suporte morfológico robusto para manter o A. prometheus como espécie separada, sugerindo que ele deva ser considerado sinônimo júnior do A. africanus. As diferenças observadas no Little Foot, como uma protuberância occipital externa mais pronunciada e um plano nucal mais alongado, não se alinham com o MLD 1, que se assemelha mais aos membros consensuais de A. africanus. Os autores optaram por não nomear formalmente uma nova espécie, deixando essa prerrogativa para a equipe de Clarke, que dedicou mais de vinte anos à escavação e análise do fóssil.
Esta complexidade taxonômica em Sterkfontein sublinha a visão contemporânea da evolução humana como um processo intrinsecamente ramificado. O esqueleto StW 573 exibe características mistas, como uma estrutura de ombro que sugere bipedismo no solo, combinada com adaptações para escalada arbórea, indicando um estilo de vida parcialmente arbóreo. A determinação da identidade precisa do Little Foot é fundamental para refinar o entendimento da diversidade de hominídeos que coexistiram no Sul da África durante o Plioceno-Pleistoceno.
Fontes
The Indian Express
Science Alert
The Guardian
Discover Magazine
The Independent
La Trobe University



