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Pantanal: R$120 Milhões Impulsionam Expansão de Área de Conservação
Editado por: An goldy
Uma iniciativa de grande alcance para a preservação do Pantanal está ganhando força com um investimento substancial de R$120 milhões. Este montante será direcionado para a aquisição de aproximadamente 130 mil hectares de terra, com o objetivo de expandir significativamente o Parque Estadual Alagados do Taquari, em Corumbá, Mato Grosso do Sul. A meta é consolidar esta área como a maior zona de preservação do bioma pantaneiro.
A vanguarda deste projeto é uma colaboração estratégica entre a ONG Onçafari e o governo do estado, cada um contribuindo com metade do valor total. O apoio internacional também é um pilar fundamental, com parte dos recursos originados de fundações americanas, conforme salientado pela ambientalista Teresa Bracher. Este empreendimento inovador representa uma fusão entre filantropia, setor público e um modelo de gestão diferenciado.
Desde 2020, a Onçafari tem se dedicado a identificar e adquirir trechos de terra cruciais para a formação de corredores ecológicos. Esses corredores são vitais para garantir o trânsito seguro e a prosperidade da fauna e flora, conectando áreas naturais fragmentadas e permitindo o fluxo genético essencial para a sobrevivência das espécies. A ONG, fundada em 2011 pelo ex-piloto de Fórmula 1 Mário Haberfeld, já incorporou cerca de 66 mil hectares como reservas próprias no Pantanal, demonstrando um compromisso contínuo com a expansão de áreas protegidas.
Teresa Bracher, figura proeminente no cenário da conservação, tem um histórico de envolvimento com diversas organizações ambientais, incluindo o Instituto Acaia Pantanal e a SOS Pantanal, além de ser presidente da Rede Pró-Unidades de Conservação. Sua atuação ressalta a importância de unir esforços para a proteção de ecossistemas sensíveis como o Pantanal, que tem enfrentado desafios como o assoreamento do Rio Taquari e os incêndios florestais.
A criação de corredores ecológicos é uma estratégia reconhecida globalmente para a conservação da biodiversidade, pois combate a fragmentação de habitats, um dos principais vetores da extinção de espécies. Ao conectar áreas de preservação, permite-se a movimentação de animais, a dispersão de sementes e a recolonização de áreas degradadas, fortalecendo a resiliência do bioma frente às mudanças climáticas e à pressão antrópica.
O investimento de R$120 milhões não apenas amplia a área de proteção direta, mas também fortalece a rede de corredores ecológicos, uma abordagem que visa a interligação de ecossistemas em uma escala maior, beneficiando a fauna e a flora e promovendo a sustentabilidade a longo prazo do Pantanal. Este projeto representa um passo significativo na garantia da integridade e da vitalidade deste bioma único.
Fontes
Campo Grande News
Campo Grande News
UOL Notícias
Estadão
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