Lei de Anistia Venezuelana Concede Liberdade Plena a 7.727 Indivíduos em Menos de Um Mês
Editado por: Aleksandr Lytviak
A Lei de Anistia para a Convivência Democrática na Venezuela, promulgada no final de fevereiro de 2026, resultou na concessão de liberdade plena a 7.727 indivíduos até 12 de março de 2026. Este instrumento legal, aprovado por unanimidade pelo Parlamento venezuelano, visa fomentar a reconciliação nacional e mitigar as divisões sociais acumuladas ao longo de quase três décadas de confrontos políticos.
O deputado Jorge Arreaza, presidente da comissão de monitoramento da legislação, detalhou em Caracas que o universo de beneficiados inclui 7.474 pessoas que transitaram de um regime de liberdade restrita, com medidas cautelares como a proibição de sair do país, para a liberdade irrestrita, com a consequente extinção do processo criminal. Adicionalmente, 253 indivíduos foram libertados diretamente do cárcere. Arreaza informou que o total de pedidos válidos recebidos foi de 9.726, dos quais 539 ainda estão sob estudo e 1.460 foram rejeitados por envolverem acusações expressamente excluídas da anistia, como homicídio intencional, corrupção, tráfico de drogas ou violações graves de direitos humanos.
A legislação abrange um período extenso, desde o início do governo de Hugo Chávez em 1999, focando-se em 13 contextos históricos específicos de violência e protestos, incluindo eventos relacionados ao golpe de 2002 e às eleições de 2024. A lei foi sancionada pela presidente interina Delcy Rodríguez após a aprovação parlamentar, sendo apresentada pelo governo como um gesto para inaugurar uma nova fase política.
O processo de aplicação da anistia é acompanhado por organizações não governamentais, como o Foro Penal, que lidera a defesa de detidos por razões políticas. Em seu balanço mais recente, datado de 9 de março de 2026, o Foro Penal reportou que 508 pessoas permaneciam detidas por motivos políticos no país, sendo 179 militares e 329 civis. Esta ONG documentou um histórico de 19.012 detenções políticas desde 2014 e assinalou que mais de 11.000 cidadãos continuam sob medidas restritivas de liberdade, como comparecimentos periódicos.
A comissão especial, presidida por Arreaza, acompanha a aplicabilidade do marco legal e, em certos casos, recomenda medidas alternativas, atuando de forma pedagógica para orientar a população. O relatório indicou ainda que 116 indivíduos obtiveram medidas de liberdade por recomendação da comissão, embora seus processos judiciais permaneçam ativos, não se enquadrando diretamente no escopo da anistia.
11 Visualizações
Fontes
www.xeu.mx
EFE
Efecto Cocuyo
Infobae
Sora IA
Infobae
Leia mais artigos sobre este tema:
Encontrou um erro ou imprecisão?Vamos considerar seus comentários assim que possível.



