Pentágono e AARO: Investigação de Fenômenos Anômalos sob a Lente da Transparência Exigida pelo Congresso

Editado por: Uliana S.

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O Departamento de Defesa dos Estados Unidos, operando através do Escritório de Resolução de Anomalias em Todos os Domínios (AARO), segue em frente com a investigação oficial sobre Fenômenos Aéreos Não Identificados (UAP). O foco principal reside na avaliação de potenciais riscos à segurança nacional e na identificação de espionagem tecnológica estrangeira. O AARO foi estabelecido em julho de 2022, sucedendo estruturas anteriores como o Grupo de Trabalho sobre Fenômenos Aéreos Não Identificados (UAPTF). Desde agosto de 2024, a direção deste escritório sediado em Washington, D.C., está a cargo do Dr. John T. Koslovsky. O Dr. Koslovsky transitou para esta função vindo da Agência de Segurança Nacional (NSA), onde sua experiência se concentrava em pesquisas de ponta em óptica quântica e criptomatemática.

O relatório anual mais recente do AARO, referente ao ano fiscal de 2024 e divulgado em novembro de 2024, confirmou que uma parcela dos fenômenos aéreos observados permanece inexplicável pelos métodos convencionais de análise. Este documento cobriu o período compreendido entre 1º de maio de 2023 e 1º de junho de 2024. Durante essa janela, foram recebidas 757 novas denúncias, elevando o total de relatórios processados pelo AARO para mais de 1600 até junho de 2024. É importante notar que, embora a maioria dos relatos tenha sido resolvida com explicações prosaicas – como balões meteorológicos, aves ou drones –, apenas 21 casos foram classificados como uma verdadeira anomalia, merecendo investigação aprofundada. O Dr. Koslovsky especificou que menos de 3,5% dos casos mantêm características anômalas que poderiam sugerir a existência de tecnologias revolucionárias.

O Congresso dos EUA tem intensificado seu escrutínio sobre as operações do AARO, pressionando por maior abertura em relação aos incidentes envolvendo UAPs. Uma medida significativa foi introduzida na Lei de Autorização de Defesa Nacional para o Ano Fiscal de 2026 (NDAA FY 2026), promulgada em dezembro de 2025. Esta legislação impõe ao Pentágono a obrigação de fornecer ao Congresso relatórios detalhados sobre interceptações de UAP realizadas pelo Comando de Defesa Aeroespacial da América do Norte (NORAD) e pelo Comando do Norte (NORTHCOM) retroativamente a partir de 2004. O objetivo primordial desta exigência é centralizar todos os dados sobre UAP sob a alçada do AARO e esclarecer as regras de classificação que historicamente podem ter dificultado a fiscalização adequada.

As iniciativas legislativas também colocam em destaque a necessidade urgente de desestigmatizar o ato de relatar tais ocorrências, um ponto que se tornou uma prioridade para o novo diretor. A missão do AARO, que é executada em coordenação estreita com a Comunidade de Inteligência, visa evitar surpresas tecnológicas ou de inteligência. Isso é feito através da sincronização na detecção, identificação e mitigação de UAPs próximos a instalações de segurança nacional. O Dr. Koslovsky, que possui doutorado em engenharia elétrica pela Universidade Johns Hopkins, enfatizou que sua equipe está trabalhando arduamente para aprimorar a coleta de dados e o desenvolvimento de sensores. Além disso, há um esforço concentrado na desclassificação e divulgação de registros relacionados a UAPs, na medida do possível.

Embora o AARO ainda não tenha encontrado evidências empíricas de tecnologia extraterrestre, a missão permanece firmemente ancorada na identificação de ameaças potenciais, incluindo aquelas provenientes de tecnologias adversárias avançadas. Os esforços de recuperação de dados envolvem a busca por gravações de arquivo que, em muitos casos históricos, foram recicladas ou descartadas devido aos custos proibitivos de armazenamento, o que exige um esforço considerável da equipe do AARO. Os vídeos icônicos capturados por caças da Marinha dos EUA, como os conhecidos como “Gimbal”, “GoFast” e “Tic Tac”, continuam a ser peças centrais de evidência, pois demonstram manobras que desafiam as capacidades tecnológicas humanas conhecidas. Portanto, a fase atual é marcada pela institucionalização de uma resposta robusta ao fenômeno UAP, com um foco renovado na precisão científica e no controle legislativo rigoroso.

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Fontes

  • Jornal Estado de Minas | Not�cias Online

  • Reddit

  • Wikipedia

  • vertexaisearch.cloud.google.com

  • EarthSky

  • vertexaisearch.cloud.google.com

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